A coordenação do Ensino Rural da Secretaria de Educação e Esporte (SEE) realiza, entre os dias 1 e 3 de agosto, na escola Heloísa Mourão Marques, uma formação com os professores de Classes Multisseriadas de Rio Branco.
Dhemerson de Oliveira atua na educação há dois anos. Para o educador a capacitação é uma forma de aprendizagem e reciclagem para os profissionais.
“Participamos dessas atividades em busca de conhecimento e novas formas de trabalhar em sala de aula. Atuar na multissérie é um desafio prazeroso. Encontramos pessoas com pensamentos e vivencias diferentes e temos que lidar com cada um de forma diferente”, relata.
A professora Samara Martins avalia a formação como positiva aos profissionais que atuam na zona rural. “Precisamos dessas ações para reforçarmos nosso aprendizado sobre o que estamos aplicando aos alunos. Aqui, trocamos atividades, eu trago as minhas [atividades] e mostro aos colegas e eles fazem o mesmo. Assim vamos aprimorando nossas experiências”.
Para o coordenador do ensino rural, Antônio Trindade, é por meio de investimentos e políticas de formação que o estado pode alcançar bons índices na educação. Trindade lembra que, em 1999, o Acre era um dos estados com o pior índice do país e, hoje, se encontra entre os melhores.
“Por meio de todo esse trabalho que tem sido realizado pela equipe da SEE a educação do estado tem crescido, tanto na estrutura como no ensino. Um dos focos é trabalhar com as comunidades de difícil acesso e a maioria dos profissionais que estão aqui chegam a caminhar dias e horas para levar a educação nos lugares mais isolados”, conta.
Classes Multisseriadas
Trindade explica que as classes multisseriadas são salas formadas por alunos de diferentes idades e níveis educacionais, na zona rural. “Em média, essas salas possuem até 20 alunos e um professor. E esse profissional trabalha com as séries de 1º ao 5º ao mesmo tempo”.
Segundo o Censo Escolar 2017, existem 97,5 mil turmas do Ensino Fundamental nessa situação em todo o País, número que vem permanecendo praticamente inalterados nos últimos dez anos.
“O limite mínimo para entrar nessa série é seis anos, não existe uma idade máxima. Até hoje, nunca tivemos problemas com essa questão da idade e se não fosse por meio desse formato muitas comunidades ficariam desassistidas pela educação”, finaliza o coordenador.


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