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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Professor de Boca do Acre fala sobre a importância do AprendiZap na sua dissertação de mestrado

O professor de Matemática, Rossival Cruz, lotado pela Secretaria Estadual de Educação do Amazonas, desenvolveu e vai defender a sua dissertação de mestrado em cima de uma ferramenta educacional que pretende (e já o faz) revolucionar e facilitar a aprendizagem dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de ser um ambiente onde o professor pode desenvolver de forma lúdica e com o suporte da tecnologia, um trabalho mais eficiente, eficaz e efetivo durante toda a sua jornada com os alunos desta modalidade de ensino.

A pesquisa do matemático bocacrense é intitulada “Os usos/significados do AprendiZap na mobilização de culturas Matemáticas na Educação de Jovens e Adultos: entre mensagens, imagens e sons”.

AprendiZap?
O AprendiZap, conforme pontuou o professor, nada mais é do que a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação que “possibilitam a construção coletiva dos conhecimentos, mediados pela tecnologia”. Trata-se de uma iniciativa educacional, que disponibiliza gratuitamente, aulas para auxiliar professores no planejamento, além de acessibilidade total aos educandos, que podem ter contato com plataforma, que garante ser mais uma opção de reforço escolar.

O AprendiZap tem em sua base de dados, dezenas de milhares de atividades e aulas tira-dúvidas compartilhadas por professores das diferentes áreas do conhecimento.

A plataforma é a espinha dorsal da tese de mestrado profissional do professor Rossival, que escolheu escrever na área do ensino de Ciências e Matemática, pela Universidade Federal do Acre (UFAC). “Em tempos de um boom tecnológico e da necessidade do aparecimento de um mecanismo que sirva de suporte para os alunos, especialmente os da EJA, pensei em combinar o útil ao agradável. O AprendiZap é um sistema onde existe a cooperação, através da troca de experiências no tocante ao estudo de conceitos fundamentais da Matemática e das demais disciplinas”, disse o professor.

Falando especificamente sobre o público-alvo da pesquisa, o professor explicou as razões pelas quais ele decidiu dedicar um trabalho de tamanha envergadura para a clientela da Educação de Jovens e Adultos. “Observamos com muita atenção, as dificuldades que os alunos desta modalidade de ensino sentem, principalmente em Matemática. São pessoas que vêm de uma rotina diária cansativa, mas que estão dispostas a galgar cada degrau na aprendizagem e no conhecimento e vencer na vida através da escola”, arrazoou Rossival.

“Então foi atento a essa realidade, que tentamos lançar uma proposta que retire das aulas dedicadas à EJA, aquele mesmo ritmo imposto ao tempo regular, além de adotar novas metodologias, mas que não deixe de transmitir conhecimento básico, e até com maior grau de complexidade, no entanto, de uma forma dinamizada, cênica, musical, ou seja, uma desconstrução dos métodos e práticas enraizadas entre professores, e por muitas vezes, rejeitadas pelos alunos”, explicou.

O professor agradeceu o empenho e colaboração da sua orientada nessa jornada. “Quero agradecer à minha orientadora, a Professora Doutora Simone Maria Chalub Bandeira Bezerra, que tem sido a pessoa que me direciona da melhor forma possível para a execução de tudo o que foi cuidadosamente planejado, que é muito presente nesta produção, e que acreditou na minha proposta”, agradeceu Rossival.