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quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Prints reforçam investigação de estupro coletivo contra adolescente em MG

Mensagens entregues à polícia reforçam investigação de estupro coletivo em Contagem

A investigação sobre uma denúncia de violência sexual contra uma adolescente de 17 anos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou novos elementos após a entrega de mensagens que podem auxiliar na apuração do caso. Os registros foram apresentados pela família da vítima à Polícia Civil de Minas Gerais e passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pelos investigadores.

Segundo informações da denúncia, as conversas teriam ocorrido após o episódio e envolvem um dos adolescentes apontados como suspeitos de participação no caso. Nas mensagens, o jovem reconhece a gravidade do ocorrido e faz referências a outros envolvidos.

Em prints entregues aos investigadores, um dos suspeitos de estupro coletivo em MG admite a gravidade do ato após o crime
Foto: Reprodução/X

Em um dos trechos, ele afirma que agiu sob efeito de bebida alcoólica e admite que tinha consciência de que a situação era grave. As mensagens são consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos e poderão contribuir para a identificação das responsabilidades de cada envolvido.

O que aconteceu

O caso ocorreu na noite de 12 de junho, em uma residência localizada no bairro Arvoredo. De acordo com o relato da vítima, um grupo de adolescentes se reuniu no local enquanto os pais dela estavam fora de casa.

A jovem afirmou aos investigadores que consumiu bebida alcoólica e suspeita que o conteúdo possa ter sido adulterado. Após perder a consciência, ela relatou ter despertado horas depois com indícios de violência sexual e pouca lembrança do que havia acontecido.

A denúncia aponta o possível envolvimento de pelo menos quatro adolescentes. Conforme o depoimento prestado à polícia, alguns dos participantes teriam praticado os abusos, enquanto outros presenciaram a situação.

Investigação corre sob sigilo

A ocorrência foi registrada no dia seguinte e a Polícia Civil instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias do caso. Como envolve menores de idade e crime de natureza sexual, a investigação segue sob sigilo.

Os adolescentes investigados não respondem criminalmente como adultos. Caso a participação seja comprovada, poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Vítima recebe acompanhamento

Após o registro da ocorrência, a adolescente foi encaminhada para atendimento médico especializado, onde passou por exames e recebeu os cuidados previstos para vítimas de violência sexual.

Segundo familiares, a jovem enfrenta dificuldades emocionais desde o episódio e está recebendo acompanhamento psicológico. A família informou que pretende acompanhar todas as etapas da investigação e aguarda a conclusão do inquérito para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados conforme a legislação.