O Projeto Mapear, realizado em parceria entre a Polícia Rodoviária Federal e a organização Childhood Brasil apresentaram nesta segunda-feira, 15, o mais novo mapeamento dos pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Brasil. No Acre, o número de casos detectados pela PRF subiram de 6 para 11 no período de 2014 a 2018. A BR 364, que começa no interior de São Paulo e termina na fronteira do Acre com o Peru possui 26 pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes.
No País, essa edição do Mapear identificou 2.487 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes, um acréscimo de 20% em relação ao anterior. De modo geral, no entanto, aponta queda significativa dos pontos considerados críticos, onde é maior a possibilidade de ocorrência de exploração sexual de crianças e adolescentes. Do biênio 2013/2014 para o biênio 2017/2018 houve uma redução de 77 pontos, aproximadamente 14%. E observando comparativamente o biênio 2009/2010 em relação ao biênio 2017/2018, a redução é ainda maior, totalizando uma diferença de 435 pontos, aproximadamente 47%.
O trabalho de mapeamento dos pontos vulneráveis pela PRF começou em 2004. Um ano antes, o Governo Federal definiu como prioridade o enfrentamento desse tipo de crime. E, a parLr de 2009, passou a classificar os pontos vulneráveis em quatro níveis: desde os de baixo risco, passando pelos de médio, alto, e, finalmente, o crítico. De 2005 até hoje, a PRF retirou de locais de risco em rodovias e estradas federais um total de 4.766 crianças e adolescentes vulneráveis. As ações policiais são planejadas e executadas de acordo com o grau de vulnerabilidade, que acaba determinando a forma e a urgência das respostas. Os pontos mais comuns são os postos de combustíveis mas há bares, comércios informais, postos de fiscalização e obras de arte, entre outros.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>