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domingo, 5 de julho de 2026
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Prefeitura promoveu Dia D da Campanha de Combate ao Tabagismo

A Prefeitura de Rio Branco realizou o Dia D da Campanha de Combate ao Tabagismo, nesta sexta-feira, 31. Ações como palestras educativas sobre os males provocados pelo fumo, distribuição de panfletos e busca ativa de pessoas interessadas em parar de fumar, e que queiram participar de grupos contra o tabagismo aconteceram na Unidade de Saúde da Família (USF) Maria Áurea Vilela dos Santos, no bairro Cadeia Velha.

Um estudo divulgado nesta sexta mostra que as medidas restritivas ao cigarro no Brasil evitaram a morte de 15 mil crianças entre 2000 e 2016.

De acordo com o Ministério da Saúde em 12 anos, o número de fumantes no Brasil caiu em 40%, reforçando a tendência nacional observada de queda do hábito. A pesquisa foi feita por meio do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e mostra que o país tem o que comemorar. Em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

Deixar de fumar exige decisão da pessoa, mas vai além da dependência química e envolve diversos outros aspectos. A enfermeira Artea de Souza Carvalho, coordenadora do grupo de tabagismo mantido na USF Maria Áurea Vilela, diz que a pessoa interessada em parar de fumar passa por algumas etapas.

“A gente faz uma anamnese [entrevista]. Em seguida, ela participa de quatro reuniões uma vez por semana e, depois, uma vez por mês, durante um ano”, explica.

Segundo a enfermeira, durante o período em que a pessoa participa do grupo de tabagismo é feito um cálculo de quanto ela já gastou com a compra de tabaco. “A gente faz esse cálculo e, acredite, dá um valor muito alto”, destaca Artea.

Riscos

O consumo do tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão e importante fator de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), tuberculose, dentre outras enfermidades pulmonares.

Além disso, a exposição ao tabagismo passivo (ou seja, a exposição involuntária à fumaça do tabaco), em curto período, pode acarretar reações alérgicas — rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma. Em adultos expostos por longos períodos, o tabagismo passivo pode levar ao infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica).

Em crianças, a exposição passiva aumenta o número de infecções respiratórias. Bebês expostos ainda no útero às toxinas da fumaça do tabaco — por meio do tabagismo materno ou da exposição materna ao fumo passivo — frequentemente experimentam redução do crescimento e da função pulmonar. (Com informações Assessoria PMRB)