BOCA DO ACRE/AM – As ruas da periferia do Platô do Piquiá, em Boca do Acre, enfrentam um desafio crescente de mobilidade devido às grandes crateras que se formaram ao longo do tempo e com o flagrante abandono do poder público. O problema se tornou tão grave que a operação tapa-buracos emergencial da prefeitura, embora receba agradecimentos dos moradores, está sendo realizada com um material indesejado, porém necessário, que é a marca do Governo Zeca Cruz: barro.
Moradores da região, que há tempos clamavam por intervenção nas vias, expressam gratidão pela atenção dada às suas preocupações, mas lamentam a qualidade da solução temporária. Em entrevista ao Jornal Opinião, muitos expressaram o desejo por uma solução mais duradoura, como o asfalto, ou ao menos um material mais resistente.
A rua que está atualmente recebendo os serviços é a BL 13, que passa ao lado da Delegacia de Polícia Civil. Na semana passada, a situação chegou a um ponto crítico quando a Van do TFD (Tratamento Fora do Domicílio) quase não conseguiu passar devido às condições precárias da via.
“É uma melhoria, sem dúvida, mas não resolve o problema de forma definitiva. O barro vai acabar se desfazendo, e vamos estar de volta à estaca zero”, lamenta uma jovem moradora, que não quis ter o nome revelado.
A situação das ruas tem sido uma fonte de frustração e preocupação para os residentes locais, que esperam uma solução mais eficaz por parte das autoridades municipais. Enquanto isso, a operação tapa-buracos com barro é vista como uma medida paliativa, mas insuficiente para resolver um problema crônico de infraestrutura.


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