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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Prefeito de Boca do Acre continua nomeando servidores em plena campanha eleitoral


Em plena campanha eleitoral, o prefeito de Boca do Acre, que está em seu segundo mandato e sem possibilidade de reeleição, continua a nomear servidores para o quadro de funcionários da prefeitura, levantando questionamentos e polêmicas sobre suas intenções e impactos para o futuro da cidade. Entre os órgãos mais beneficiados com essas novas nomeações está o Serviço de Águas e Saneamento de Boca do Acre (SASBA), que recebeu um significativo número de novos funcionários.

A gestão do prefeito, desde o início de seu primeiro mandato, sempre foi marcada, não por obras, muito menos por serviços básicos, mas pela ênfase na folha de pagamento, com um número crescente de nomeações que, atualmente, comprometem mais de 90% dos recursos municipais apenas com o pagamento de pessoal. Essa política de gestão, que agora se intensifica no final de seu segundo mandato, está sendo vista por muitos como uma estratégia para manter um grande contingente de eleitores financeiramente dependentes da prefeitura.

O que inicialmente poderia ser visto como um esforço para melhorar os serviços públicos na cidade, tornou-se motivo de preocupação entre especialistas e cidadãos. A prefeitura de Boca do Acre, com um orçamento já limitado, dedica a maior parte de seus recursos ao pagamento de salários, deixando pouca margem para investimentos em outras áreas essenciais, como infraestrutura. O alto comprometimento do erário com a folha de pagamento é um reflexo direto dessa política de nomeações em massa, que vem sendo criticada por comprometer o equilíbrio financeiro do município.

Com a adição recente de mais servidores, o que se observa é uma manobra política que visa assegurar a fidelidade de um grande número de eleitores, amarrando-os à máquina pública através de seus empregos. Essa estratégia tem confirmado a afirmativa de que o prefeito esteja utilizando a estrutura da prefeitura para construir um “curral eleitoral,” garantindo apoio para o candidato que decidir apoiar nesta eleição.

A prática de aumentar o quadro de funcionários da prefeitura durante o período eleitoral levanta sérias questões sobre a ética e a legalidade dessas ações. Em uma cidade onde as oportunidades de emprego são escassas e a economia é fortemente dependente da administração pública, a nomeação para cargos na prefeitura se torna uma poderosa ferramenta política. Essa dependência financeira cria um vínculo de lealdade entre os novos servidores e a administração, que pode ser explorado para influenciar o resultado das eleições.