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domingo, 5 de julho de 2026
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Pré-Audiência sobre Licenciamento Ambiental da BR-317 é realizada em Boca do Acre

Evento reuniu lideranças indígenas e autoridades para discutir os impactos e a responsabilidade ambiental na ampliação da rodovia

Na última sexta-feira (14), foi realizada uma Pré-Audiência Informativa sobre o Licenciamento Ambiental da BR-317. O encontro ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Boca do Acre e reuniu lideranças indígenas, representantes de órgãos governamentais e especialistas para discutir os impactos socioambientais e garantir que o processo ocorra de forma transparente e responsável.

A reunião contou com a presença do Doutor Francisco Apurinã, do Instituto Pupykary, e da Doutora Melissa de Oliveira, Superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) no Acre. Também participaram representantes da empresa Prosul, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Superintendência Nacional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), incluindo membros da regional do Amazonas e de Brasília, Distrito Federal.

Durante a audiência, foram apresentados os estudos ambientais já realizados, destacando as medidas de mitigação para reduzir os impactos da obra e as oportunidades que a ampliação da BR-317 pode trazer para Boca do Acre. As autoridades enfatizaram a importância da participação popular no processo de licenciamento, garantindo que as vozes das comunidades afetadas sejam ouvidas e respeitadas.

Para a OPIAJBAM, o evento foi um passo fundamental para assegurar que a obra ocorra de maneira sustentável e em harmonia com os direitos dos povos originários. “A BR-317 é uma via essencial para o desenvolvimento do nosso município, e é nosso dever garantir que sua ampliação respeite o meio ambiente e traga benefícios reais para nosso povo”, destacou uma das lideranças presentes.

O envolvimento direto das lideranças indígenas, do Instituto Pupykary e de outras entidades foi considerado essencial para fortalecer o diálogo e garantir a transparência em todas as etapas do processo. A participação ativa das comunidades impactadas reforça o compromisso com uma abordagem justa e responsável para a execução do projeto.

Com informações de Joemisson Fernandes