“Esse é um dia muito importante para mim porque não representa somente o grande sonho da minha vida, mas significa muito mais sobre o resgate da liberdade e da autonomia do povo acreano”. A frase é do governador Gladson Cameli (PP) ao relembrar a vitória nas urnas no ano passado. Depois de 20 anos o governo saiu das mãos da Frente Popular. A data também marca o retorno de um Cameli ao comado do Acre. O tempo de transição não foi o suficiente para Gladson ter noção do problemão que havia caído em seu colo. Apesar de otimista e de um grande empenho, pouca coisa mudou desde que o progressista assumiu o governo, pelo menos nas áreas da Saúde e Segurança Pública. O caos ainda é bem visível. Apesar de ter inaugurado obras emperradas dos governos anteriores, pagar os salários atrasados, está pagando o 13º terceiro que a gestão anterior não pagou, mas o fato é que a sensação do acreano é que o governo de Gladson ainda não começou. Estreitar os laços com o governo federal tem sido positivo, já rendeu alguns resultados, porém, nada que possa de fato trazer à população a visão de um Estado em desenvolvimento. É preciso fazer mais. Não será uma tarefa fácil, tendo em vista que o Acre está quebrado e cheio de dívidas, mas tanto Cameli quanto sua equipe terão que se superar. Por isso a importância de ter uma equipe coesa, sem melindres e que tenha em mente a palavra desburocratização. Enquanto buscarem motivos para emperrar os projetos, nada vai para frente.
DEIXANDO A FPA
Cinco prefeitos do interior já estão de malas prontas para deixar FPA e ingressar no partido do governador Gladson Cameli. São: Tião Flores (Epitaciolândia), Ederaldo Caetano (Acrelândia), Bené Damasceno (Porto Acre), Romualdo Araújo (Bujari) e Assis Moura (Santa Rosa do Purus).
MUDANDO DE PARTIDO
A vereadora Janaina Furtado (Rede) também está na lista dos que pretendem se filiar no Progressista. Deverá concorrer à Prefeitura de Tarauacá pelo partido de Gladson Cameli.
MOTIVOS DA DEBANDADA
Ainda não se sabe se o motivo real da revoada é a questão econômica. Entre as adesões, Ederaldo Caetano, administra uma das cidades com maior polo de produção agrícola do Estado: Acrelândia. Outros gestores são de cidades que sofrem com a falta de infraestrutura, falta de perspectivas econômicas, desemprego e desigualdades sociais.
REELEIÇÃO
O impacto mesmo é político. Todos os prefeitos que decidiram abandonar a FPA, em geral, devem ser candidatos à reeleição no ano que vem.
IMPACTO POLÍTICO
A troca de partido fará com que a FPA perca 50% das cidades em que conseguiu eleger prefeitos em 2016. Passará a ter apenas cinco prefeituras. Desse total, três fazem parte do Partido dos Trabalhadores: Fernanda Hassem (Brasileia), Isaac Lima (Mâncio Lima) e Bira Vasconcelos (Xapuri).
DE OLHO NA REELEIÇÃO
Nos bastidores, o que se comenta é que Gladson estaria fazendo as investidas nos prefeitos acreanos visando sua reeleição em 2022. Sabe que será necessário a construção de uma ampla frente de partidos nas eleições do ano que vem para garantir um bom resultado mais à frente.
EM CRISE
Se por um lado, progressistas estão eufóricos com o novo momento político e os primeiros resultados na gestão do governador Gladson Cameli, por outro, o ex-senador Jorge Viana não esconde sua decepção com a pior crise da Frente de partidos idealizada por ele. Com as adesões dos novos prefeitos ao projeto do Palácio Rio Brancas, a FPA – que já administrou 17 municípios – vive a pior crise de sua história.
FOI CITADA
O levantamento da Gazeta do Povo, de Curitiba, cita a prefeita Socorro Neri entre os vices que assumiram no meio do caminho e que correm o risco de um segundo mandato.
CANDIDATA
Líderes do PSB garantem que Socorro Neri sai candidata. Socorro Neri, por sua vez, ainda veio a público manifestar seu interesse em concorrer à própria sucessão, tem o nome visto com frequência em listas de candidatos.
NOMES PARA A PMRB
A disputa para a Prefeitura da Capital continua entre os principais assuntos nas rodas de política. Alguns nomes já foram jogados na roda, são eles: Roberto Duarte (MDB), Minoru Kinpara (PSDB), Alan Rick (DEM), Jamil Asfury (PSC), Pedro Longo (PV), Jarbas Soster (AVANTE), Socorro Neri (PSB), José Bestene (PP), Sanderson Moura e Vanda Milani (SD).
ELEIÇÃO 2020
O presidente regional do PDT, deputado estadual Luiz Tchê, disse que o partido vai disputar a cadeira de prefeito de Rio Branco nas eleições do ano que vem. A decisão está baseada no processo de reestruturação da sigla, e essa estratégia exige um “voo mais alto”.
DE OLHO EM 2020
O PRB intensifica as filiações de olho no processo eleitoral de 2020. No fim de semana, em Rio Branco, ocorreu mais uma etapa de novas adesões.
UNIDOS
Os dirigentes dos partidos PCdoB, PSB e PT em Tarauacá decidiram caminhar juntos na disputa pela Prefeitura do município no ano que vem. Eles acreditam que essa união fortalece o nome do futuro candidato majoritário entre os partidos de esquerda.
SEI NÃO, Ó!
Circula rumores de que os Progressistas estariam estudando a possibilidade de lançar Alysson Bestene na disputa para Prefeitura de Rio Branco. Não creio que seja o melhor nome do partido, apesar de muito bem preparado. Falta-lhe o perfil político e densidade eleitoral.
CONTINUA NO PDT
Apesar de muitos terem apostado na expulsão do deputado federal Jesus Sérgio do PDT, nada aconteceu. Até o momento o pedetista segue firme e forte na legenda.
FEIJÓ
De olho na Prefeitura do município de Feijó, o PSDB pretende investir pesado para alavancar a candidatura do empresário Pelé Campos em 2020. Não será uma tarefa muito fácil derrotar o atual prefeito, que anda bem avaliado entre a população.
NÃO VAI RECUAR
Em uma roda de conversa sobre política surge a tese de que o deputado Roberto Duarte (MDB) pode recuar de suas investidas pesadas no governo para tentar viabilizar sua candidatura à Prefeitura da Capital no ano que vem. Não creio! Ainda que fizesse isso, por suas ações até aqui, as chances de receber o apoio do governador são praticamente zero.
NADA GARANTIDO
Existe uma expectativa muito grande para saber quem será o candidato do governo. Muita gente achando que o possível indicado já entra na disputa com grande chance de vitória. O fato de ter o apoio de Gladson Cameli (PP) não garante a vitória de ninguém. Não será o governador que estará sendo avaliado.
ALIANÇA DESFEITA
O desfecho da greve dos professores no município de Brasileia azedou a aliança entre a Prefeita Fernanda Hassem e a ex-deputada estadual Leila Galvão, ambas do PT. Para 2020, cada uma caminhará para um lado.
DEIXANDO O PT?
Ao que parece, o deputado estadual Jonas Lima só está esperando a janela eleitoral para deixar a legenda da qual faz parte. Seu futuro ainda é incerto, mas é certo que em 2022 não disputará a eleição pelo Partido dos Trabalhadores. Rumores dão conta de que Jonas pretende filiar-se ao PDT, do Luiz Tchê.
FRASE
“Que ridículo para um ex-juiz que já se auto vestiu com a capa de herói contra a corrupção. Se transformou num ministro puxa-saco e baba ovo do Bolsonaro”.
(Deputada federal Perpétua Almeida, do PCdoB, comentando a fala do ministro da Justiça sobre Bolsonaro ter feito uma das campanhas “mais baratas da história”).

TÃO ACRE
A DOENÇA DO BOI
A última vez que o Severino Sobral esteve em Boca do Acre foi em 1980. Convidado para um churrasco na Fazenda Cruzeiro, do abastado pecuarista Vivaldo “Dodó” Souto, sentiu-se no seu elemento. Lá pelas onze horas daquele ensolarado domingo, quando a cerveja corria em repiquete ao embalo do samba comandado pelo gerente Édson Magalhães, do Banco do Estado do Amazonas, um vaqueiro veio avisar Dodó que boi de rala de sua muita estimação adoecera.
Como era previsível, o prático veterinário Sobral foi instado a dar uma olhada no valioso quadrúpede. Sobral, àquela altura já voando a alguns pés de altitude, embora lamentando deixar aquele ambiente tão aprazível por causa de um inconsequente quadrúpede, montou a custo num velho cavalo e partiu em cumprimento do dever profissional.
O bicho estava amarrado num mourão. O técnico mandou o boiadeiro levantar o rabo do boi dodói e olhar bem dentro do orifício anal, enquanto ele, abrindo a boca do marido da vaca, consultou o peão:
– Tá vendo a minha cara?
– Tõ não sonho, dotô.
– Se não está vendo, então não tem jeito, não, conterrâneo. É nó nas tripas.
Dito e diagnosticado o mal da alimária, Sobral retornou à churrascada, deixando um apalermado vaqueiro segurando no rabo do boi.
TRINTA E TRÊS
Todo primeiro de dezembro o famoso confrade Antônio Alves Leitão Neto, o fabuloso cronista Toinho Alves, entende de trocar folhinha infalivelmente. No natalício de 1989, findos os amplexos e desejados os emboras, perguntei:
– Quantos anos, coleguinha?
– Estou na idade crítica.
Exatamente aquela em que Cristo morreu.


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