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domingo, 2 de agosto de 2026
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Por que milhares de pessoas foram às ruas protestar contra Trump?

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Nova York, Chicago, Washington e outras cidades americanas neste sábado (18) em protestos contra o governo de Donald Trump. Segundo informações do New York Post, as manifestações fazem parte do movimento “No Kings” (Sem Reis), que denuncia o que considera uma escalada autoritária do presidente e suas recentes medidas de deportação em massa.

Organizado por uma coalizão de entidades progressistas, entre elas a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) e o grupo Indivisible, o movimento afirma ter realizado mais de 2.600 atos simultâneos em todo o país. Em Nova York, o NYPD (Departamento de Polícia) estimou que cerca de 100 mil pessoas participaram da marcha em todos os cinco distritos, não realizando nenhuma prisão relacionada aos protestos.

Críticas ao autoritarismo e à política migratória

Protestos contra Trump nos EUA

Ainda de acordo com o New York Post, os manifestantes carregavam cartazes com frases como “Queremos liberdade, não tirania” e “Defenda a democracia”. Muitos também criticaram as ações recentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), comparando-as a práticas discriminatórias. Em Chicago, o prefeito Brandon Johnson chegou a convocar os cidadãos para “lutar contra o fascismo” e “defender a democracia”.

Em Washington, o senador Bernie Sanders discursou para uma multidão reunida perto do Capitólio. “A democracia está em perigo quando temos um presidente que concentra cada vez mais poder em suas mãos e nas de seus aliados oligarcas”, disse.

Resposta do governo Trump

O presidente Donald Trump reagiu às manifestações negando ser um “monarca” e criticando o movimento. “Dizem que estão se referindo a mim como um rei. Eu não sou um rei”, afirmou em entrevista à Fox News. Seus aliados republicanos classificaram os atos como uma demonstração de “ódio à América”.

A Casa Branca ironizou as críticas, publicando nas redes sociais um meme com os líderes democratas Chuck Schumer e Hakeem Jeffries retratados como princesas de desenho animado, com a legenda: “Sem Reis”.

Financiamento e bastidores do movimento

De acordo com reportagens locais, parte da mobilização foi financiada pelo Open Society Action Fund, ligado ao bilionário George Soros, que teria destinado US$ 3 milhões à Indivisible para apoiar ações de resistência civil. Trump e seus aliados acusam os democratas de “pagarem manifestantes”, algo negado pelas organizações envolvidas.

Símbolo de resistência

Para os organizadores, o “No Kings” é um alerta sobre o rumo da democracia americana. O nome faz referência direta à percepção de que Trump estaria ampliando seus poderes de forma autoritária, em desacordo com o princípio republicano de separação entre os poderes.

“O mundo precisa ouvir: nada de reis”, gritou, segundo o New York Post, o prefeito de Chicago durante o ato.

Fonte: NDMais