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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Por falta de professores, funcionários e pais de alunos da Apae protestam em Rio Branco

Luan Cesar

Devido à falta de professores e o adiamento do início do ano letivo, previsto para segunda-feira, 10, funcionários e pais de alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae ) realizaram na manhã desta sexta-feira, 7, um protesto em frente a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE). A entidade afirma que desde 2019 o quadro profissional está em déficit e a situação prejudicará o cronograma elaborado para 2020.

Coordenadora pedagógica da Apae, Aida Corrêa da Costa afirmou que desde o ano passado a Direção tenta encontrar junto a SEE uma solução para que os alunos não sejam prejudicados. Ela afirma que não há condições mínimas de retomar as aulas conforme o previsto no planejamento elaborado para este ano. “Já encerramos ao ano letivo de 2019 comprometido por essa falta de pessoal. Agora, estamos impossibilitados de voltarmos”.

Ela explicou que a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes cede profisssionais do Estado para ministrar as aulas aos estudantes da Apae. “Nos anos anteriores os professores eram cedidos pela pasta e tudo funcionava normalmente. Mas a partir do ano passado houve um entrave nessa concessão de profissionais e não está sendo feita a cessão. Juntamente com os pais, viemos em busca de solucão para o ano letivo da Apae”.

Com gritos de “queremos professores”, os pais e profissionais realizaram uma concetração no local por cerca de uma hora. Raimunda Nonata, mãe de uma aluna da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, declarou que o sentimento é de tristeza pela situação que ela considerou como descaso da pasta estadual. Ela declarou ainda que a instituição pode suspender todas as atividades porque outras áreas também são afetadas.

“Recebemos a notícia de que a entidade pode fechar pela falta de profressores nas aulas, médicos para o tratamento das crianças, cuidadores para acompanhar os alunos e várias outras coisas. Em tudo a escola está em uma carência que pode prejudicar nossos filhos. Viemos buscar uma resposta do secretário de o porquê essa situação está acontencendo. Estão tirando pessoas que ajudam no desenvolvimento dos nossos filhos”, disse Raimunda.

Aluna da Apae, Maria de Lurdes afirmou que se sente prejudicada porque a maioria das escolas públicas do Estado e do Município de Rio Branco não possui profissionais preparados ou capacitados para trabalhar com os alunos especiais que estudam na Apae. Ela aifrmou ainda que a falta de professores frusta a expectativa de voltar as aulas. “Quero estudar porque é muito bom lá e fico muito triste em não poder voltar, não quero parar”.

A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes para saber o posicionamento do órgão sobre o assunto. Conforme a pasta, uma declaração sobre o assunto será dada ainda nesta sexta-feira.

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