Ponte do Abunã vai permitir redução de preços em supermercados e na construção civil

Pela ponte, estima-se que passam algo em torno de R$ 3 milhões em mercadorias por mês, trazidas pelos caminhões do sul e do sudeste do país para abastecer o mercado acreano.

REPÓRTER OPINIÃO

Quando a ponte do Abunã sobre o rio Madeira, na BR-364, for inaugurada, nesta próxima sexta-feira, 7, reabrem-se as esperanças de que a população do Acre poderá ver, em quatro ou cinco meses, uma redução no custos dos principais gêneros alimentícios e da construção civil no estado, produtos importados de outros estados do país, que sofrem sobretaxa por causa do frete para o Acre. E a balsa que percorria 1,5 km de travessia de um lado a outro do rio, contribuía para esses entraves.

Em entrevista à TV Acre, cuja reportagem foi ao ar pelo Jornal do Acre na noite desta segunda-feira, 3, José Adriano Ribeiro, presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), afirmou ao repórter Eldérico Silva que uma das grandes pedras no sapato dos acreanos é justamente os custos com os fretes das empresas que transportam para o Acre.

“Essas empresas consideravam, entre outros fatores, o risco de vândalos na parada para embarcar na balsa, por exemplo, aumentando os custos do frete. A taxa de seguro encarecia”, explica Ribeiro.

O presidente da Fieac, no entanto, compartilha do pensamento do presidente da Associação de Supermercados do Acre, Adem Araújo, segundo o qual o alívio no bolso do consumidor final não será momentâneo, mas virá com o passar dos meses.

“Sem dúvidas que a ponte vai impactar no frete. Os custos e os preços tenderão a ficar mais competitivos. E de imediato vamos ganhar em agilidade, sem mais atraso na entrega. Agora, quanto a esse ganho no bolso do consumidor final, acredito que ele virá daqui a uns quatro ou cinco meses”, acredita Araújo, que é sócio-proprietário de uma das maiores redes de supermercados da região Norte.

Pela ponte, estima-se que passam algo em torno de R$ 3 milhões em mercadorias por mês, trazidas pelos caminhões do sul e do sudeste do país para abastecer o mercado acreano. Só na construção civil, a Fieac estima que em média, 45% dos insumos que abastecem o Acre passam pela ponte do Abunã.

Em média 1.000 veículos trafegam por dia pelo local, sendo que desse total, ao menos 70% são de caminhões ou carretas, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

A ponte está prevista para ser inaugurada pelo governador Gladson Cameli e o presidente da República, Jair Bolsonaro, na manhã desta sexta, 7.