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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Policiais Civis realizam protesto hoje no Acre

Os policiais civis do Acre aderiram ao movimento nacional da categoria e paralisam as atividades nesta terça-feira, 25. O objetivo é chamar a atenção do governo federal sobre as mudanças na Reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso Nacional.

A concentração do movimento em Rio Branco ocorre na Praça Povos da Floresta. No interior, a concentração dos policiais deve ser nas delegacias, de braços cruzados, informou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol /AC), Tibério César da Costa.

Na ocasião, também será realizada uma assembleia geral da categoria. “O texto apresentado pelo relator, teve uma alteração no texto original e para nossa surpresa modificou para pior. A condição do policial civil, tanto os servidores atuais como os futuros servidores, ficou muito prejudicada, no sentido da aposentadoria. E isso não podemos permitir”, comentou o presidente.

A categoria busca que o governo federal ofereça isonomia do tratamento dos militares. “Os policiais militares e bombeiros militares foram mantidos no sistema de seguridade social e nós não. E por exercemos atividades de risco, trabalharmos com dedicação exclusiva, por atuar com uma escala extraordinária a qualquer tempo ou momento temos que agir como policiais, nós não podemos permitir essa diferenciação”, explicou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) entende que os policiais, assim como os militares não podem fazer greve, por exemplo. “Então, porque na hora de uma reestruturação previdenciária nós somos preteridos e deixamos de ser iguais? Temos que ser respeitados”, finalizou o Tibério.

Já o presidente da Federação dos Policiais Civis da Região Norte (Fepolnorte), Itamir Lima, lembrou todo o caminho do diálogo foi feito pelas entidades que representam os policiais civis como os outros.

“O que queremos é uma aposentadoria justa e uma pensão digna. E que se iguale ao que foi oferecido pelo governo federal aos militares das Forças Armadas como dos policiais militares”, reforçou.

As paralisações ocorrem em todo o país. A categoria se sente traída, já que o próprio presidente Jair Bolsonaro havia se comprometido com a causa.

O que eles querem?

Policiais federais e civis pedem os mesmos benefícios que militares terão na proposta de reforma da Previdência. Abaixo, exemplos do que está diferente e eles querem mudar:

Pensão para viúvas – Para forças armadas e policiais militares: se o cônjuge morrer, viúvas terão pensão integral e vitalícia – para policiais federais e civis: benefício só valeria para mortes “em serviço”, e não “em decorrência do serviço” – para guardas municipais: não terão direito ao regime de PMs e forças armadas.

Salário integral na aposentadoria – forças armadas e policiais militares: terão aposentadoria com o último salário recebido integral – policiais federais e civis: precisarão trabalhar mais para terem direito ao mesmo benefício. Para sindicatos, texto não dá segurança. – guardas municipais: não terão direito a esse benefício.

Paridade salarial – forças armadas e policiais militares: aumentos de salário aos funcionários na ativa serão concedidos também aos aposentados – policiais federais e civis: não terão esse benefício – guardas municipais: não terão direito a esse benefício.

Regra de transição – forças armadas e policiais militares: terão regra de transição para amenizar prejuízos com a reforma da previdência – policiais federais e civis: não terão esse benefício – guardas municipais: não terão direito a esse benefício.

Representantes dos policiais de todo país se reúnem com Rodrigo Maia

Dirigentes da União dos Policiais do Brasil (UPB), que representam 24 entidades sindicais de policiais civis estaduais e federais, se reuniram o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta segunda-feira, 24, para discutir a situação dos policiais de regime jurídico civil na Reforma da Previdência (PEC 06/19).

De acordo com a proposta original do governo: os policiais civis, agentes penitenciários e socioeducativos, entre outras categorias, só poderão se aposentar a partir dos 55 anos, enquanto os policiais militares e bombeiros terão o mesmo tratamento dado aos integrantes das Forças Armadas, cujos benefícios previdenciários não foram alterados.

Durante a reunião, Maia se comprometeu a analisar todos os pontos apresentados pelos representantes dos policiais e avaliar a viabilidade deles na PEC. Essa é mais uma frente de articulação das entidades que integram a União dos Policiais do Brasil (UPB). (Com informações Assessoria de Imprensa Fepolnorte)