Na terça-feira, 25, policiais civis da Capital e do interior, vão paralisar suas atividades em protesto contra as propostas do governo federal na Reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso Nacional. A paralisação obedece a uma convocação nacional.
Neste dia, em Rio Branco, os policiais vão se concentrar na Praça Povos da Floresta, no centro da Capital. No interior, a concentração dos policiais deve ser nas delegacias, de braços cruzados, informou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol /AC), Tibério César da Costa.
Na ocasião, também será realizada uma assembleia geral da categoria. “O texto apresentado pelo relator, teve uma alteração no texto original e para nossa surpresa modificou para pior. A condição do policial civil, tanto os servidores atuais como os futuros servidores, ficou muito prejudicada, no sentido da aposentadoria. E isso não podemos permitir”, comentou o presidente.
A categoria busca que o governo federal ofereça isonomia do tratamento dos militares. “Os policiais militares e bombeiros militares foram mantidos no sistema de seguridade social e nós não. E por exercemos atividades de risco, trabalharmos com dedicação exclusiva, por atuar com uma escala extraordinária a qualquer tempo ou momento temos que agir como policiais, nós não podemos permitir essa diferenciação”, explicou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) entende que os policiais, assim como os militares não podem fazer greve, por exemplo. “Então, porque na hora de uma reestruturação previdenciária nós somos preteridos e deixamos de ser iguais? Temos que ser respeitados”, finalizou o Tibério.
Já o presidente da Federação dos Policiais Civis da Região Norte (Fepolnorte), Itamir Lima, lembrou todo o caminho do diálogo foi feito pelas entidades que representam os policiais civis como os outros.
“O que queremos é uma aposentadoria justa e uma pensão digna. E que se iguale ao que foi oferecido pelo governo federal aos militares das Forças Armadas como dos policiais militares”, reforçou.
As paralisações ocorrem em todo o país. A categoria se sente traída, já que o próprio presidente Jair Bolsonaro havia se comprometido com a causa.
O que eles querem?
Policiais federais e civis pedem os mesmos benefícios que militares terão na proposta de reforma da Previdência. Abaixo, exemplos do que está diferente e eles querem mudar:
Pensão para viúvas – Para forças armadas e policiais militares: se o cônjuge morrer, viúvas terão pensão integral e vitalícia – para policiais federais e civis: benefício só valeria para mortes “em serviço”, e não “em decorrência do serviço” – para guardas municipais: não terão direito ao regime de PMs e forças armadas.
Salário integral na aposentadoria – forças armadas e policiais militares: terão aposentadoria com o último salário recebido integral – policiais federais e civis: precisarão trabalhar mais para terem direito ao mesmo benefício. Para sindicatos, texto não dá segurança. – guardas municipais: não terão direito a esse benefício.
Paridade salarial – forças armadas e policiais militares: aumentos de salário aos funcionários na ativa serão concedidos também aos aposentados – policiais federais e civis: não terão esse benefício – guardas municipais: não terão direito a esse benefício.
Regra de transição – forças armadas e policiais militares: terão regra de transição para amenizar prejuízos com a reforma da previdência – policiais federais e civis: não terão esse benefício – guardas municipais: não terão direito a esse benefício.




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