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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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Polícia Federal envia 20 peritos ao Rio para reforçar perícias após megaoperação com 121 mortos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou o envio de 20 peritos criminais da Polícia Federal ao Rio de Janeiro para atuar nas investigações da megaoperação que resultou na morte de pelo menos 121 pessoas nos complexos da Penha e do Alemão. A medida foi comunicada nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e representa o primeiro passo da atuação do novo escritório emergencial de combate ao crime organizado no estado.

O reforço técnico foi informado diretamente ao governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e integra as ações do governo federal após a repercussão nacional da chamada Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28). O objetivo do envio é esclarecer as circunstâncias das mortes e garantir rigor técnico nas perícias realizadas nas áreas atingidas pela ação policial.

Os peritos federais vão trabalhar em diferentes frentes de investigação, incluindo análises de locais de crime, balística, genética forense, identificação de DNA, medicina legal, exames de necrópsia e reconhecimento de corpos. O Ministério da Justiça informou ainda que o efetivo poderá ser ampliado conforme a complexidade dos casos analisados.

Além do reforço da Polícia Federal, o governo também deve mobilizar de 10 a 20 peritos da Força Nacional de Segurança Pública para apoiar as investigações e garantir celeridade nos resultados.

Ricardo Lewandowski destacou que a criação do escritório extraordinário de enfrentamento ao crime organizado tem como meta fortalecer a integração entre as forças federais e estaduais. Segundo o ministro, o novo núcleo funcionará como um fórum permanente de comunicação e tomada de decisões conjuntas até que a crise seja controlada.

“O escritório é um embrião daquilo que queremos estruturar com a PEC da Segurança Pública, atualmente em discussão no Congresso Nacional”, afirmou Lewandowski, ressaltando que a proposta pretende institucionalizar a cooperação entre as diferentes esferas da segurança pública no país.

O envio dos peritos ocorre em meio à repercussão internacional das mortes registradas durante a megaoperação. Organizações de direitos humanos e entidades civis cobram transparência nas investigações e apontam a necessidade de apuração independente sobre possíveis excessos cometidos durante as ações policiais.