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quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Polícia Federal e Militar deflagram Operação Rapina para combater roubos a carteiros

A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar, realizou na quinta-feira, 5, a Operação Rapina com o objetivo de combater diversos roubos à mão armada contra carteiros em Rio Branco. Ao todo foram cumpridos seis mandados, sendo cinco de busca e apreensão e uma prisão.

As investigações se iniciaram ainda em abril, ocasião em que houveram semanas com mais de um caso relatado de sequestros seguidos de roubos.

O delegado responsável pela delegacia de defesa social e institucional da PF, Felipe Peres, após serem informados sobre a frequência dos roubos.

“Nós recebemos alguns informes dos Correios, que, em um lapso temporal muito curto, estavam sendo feitos diversos roubos com os carteiros. A partir disso, a gente começou uma investigação profícua, detalhada e a gente conseguiu identificar alguma semelhança no modus operandi nesses diversos roubos que aconteceram nos Correios. Conseguimos identificar uma organização criminosa que estava agindo em conluio na prática desses crimes”, explicou ele.

O delegado ainda disse que essa foi apenas a primeira etapa, e que outras ações relacionadas ao caso devem ser realizadas. “De acordo com as informações que obtivemos da investigação, a gente tem a informação que há outras pessoas que também estão praticando esse tipo de roubo e agindo em conluio com esse praticante.”, revela Peres.

O homem preso deve responder por três crimes de roubo qualificado, restrição de liberdade, concurso de pessoas, utilização de arma de fogo e organização criminosa, com pena que pode chegar a 15 anos de pena.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC), Suzy Cristiny, falou sobre a falta de segurança dos trabalhadores. “Os carteiros não tem um dia de paz, quando não é ameaça de privatização ou retirada de benefícios, há onda de assaltos”, disse ela.

“É preciso urgente que a Superintendência do Acre busque junto às autoridades políticas de segurança, além de manter um grupo de apoio às vítimas, já que muitos trabalhadores têm desenvolvido problemas de saúde em virtude destes eventos. O sindicato está atento e cobrará providências. Estamos colhendo dados das vítimas para ingresso judicial por amparo e indenização”, finalizou Suzy.

De acordo com o sindicato, os servidores eram levados para um ramal, onde as encomendas eram roubadas após fortes ameaças, após isso os entregadores eram liberados.