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quinta-feira, 18 de junho de 2026
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Polícia Civil prende oito suspeitos por envolvimento na morte de Yara Paulino durante operação no Cidade do Povo


A Polícia Civil do Acre (PCAC) prendeu, na manhã desta terça-feira (29), oito pessoas suspeitas de envolvimento direto e indireto no assassinato brutal de Yara Paulino, ocorrido em março deste ano. A ação, realizada no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, contou com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Força Nacional.

Durante a operação, batizada como desdobramento das investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva. Entre os presos está o ex-companheiro de Yara, apontado como um dos presentes no momento em que a vítima foi torturada e linchada. Três mulheres também foram detidas sob suspeita de participação nas agressões físicas que antecederam o crime.

Segundo a Polícia Civil, todos os presos possuem algum grau de envolvimento com o homicídio e, em sua maioria, pertencem a uma organização criminosa com atuação na região. Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, que passarão por perícia e devem fornecer novas evidências para a investigação.

O crime chocou a população acreana pela violência e crueldade, e ainda mobiliza as forças de segurança devido ao desaparecimento da filha de Yara, uma criança que não é vista desde o dia do crime. As autoridades trabalham com a hipótese de que a menina esteja viva, mas mantêm os detalhes em sigilo para não comprometer as buscas.

Em coletiva de imprensa, o delegado-geral Henrique Maciel enfatizou o empenho da instituição no caso. “A Polícia Civil tem tratado esse caso com a seriedade e a urgência que ele exige. Desde o início, nossas equipes têm trabalhado incansavelmente para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los perante a Justiça. Nosso compromisso é com a verdade, com a memória da vítima e com a proteção da criança que segue desaparecida”, afirmou.

Responsável pela investigação, o delegado Leonardo Ribeiro destacou que as prisões são fruto de uma investigação minuciosa. “O caso da Yara comoveu toda a sociedade e seguimos empenhados em esclarecer todos os detalhes, além de localizar a criança desaparecida com vida. As diligências continuam”, declarou.

O inquérito segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.