Turista chilena afirma ter sido abusada em aldeia de Feijó; acusado nega
A Polícia Civil do Acre concluiu o inquérito sobre a denúncia feita pela turista chilena Loreto Belen contra o líder indígena Isaka Ruy Huni Kuî. Ele foi indiciado por violência sexual mediante fraude, crime previsto no artigo 215 do Código Penal, que prevê pena de dois a seis anos de prisão.
Segundo a vítima, os abusos ocorreram durante sua estadia na Aldeia São Francisco, em Feijó, entre maio e junho deste ano. Ela afirma ter sofrido ao menos três tipos de abuso sexual.
A defesa de Isaka nega as acusações e questiona as provas apresentadas. A advogada Laiza Camilo disse que o delegado responsável pediu a revogação da prisão preventiva e que testemunhas, inclusive do exterior, serão ouvidas. Ela também apontou a ausência do telefone da vítima como lacuna na investigação.
Isaka se apresentou à Polícia Civil em 9 de julho, prestou depoimento e foi preso. No dia seguinte, foi liberado após audiência de custódia para responder ao processo em liberdade. O caso aguarda decisão judicial.


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