Uma reunião de emergência foi convocada na noite desta terça-feira (28) pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, no Palácio do Planalto, para discutir estratégias do governo federal em apoio à segurança pública do Rio de Janeiro, após a megaoperação que deixou pelo menos 64 mortos.
Participaram do encontro Geraldo Alckmin, que assumiu a chefia enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpria agenda no exterior, além dos ministros da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e da Defesa, José Múcio. Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Federal também estiveram presentes.
O objetivo da reunião é avaliar medidas que o governo federal pode adotar para auxiliar o estado do Rio de Janeiro diante da crise provocada pela operação. Até o momento, o presidente Lula ainda não se manifestou sobre a ação, retornando hoje da Ásia, onde participou de compromissos na Indonésia e na Malásia.
Impasse sobre responsabilidades
A megaoperação gerou um impasse entre o governador Cláudio Castro (PL-RJ) e o governo federal. Enquanto Castro afirma que o estado “está sozinho” na crise e critica a atuação de Brasília, o MJSP garante que o Rio tem recebido apoio solicitado desde 2023.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, reforçou que a responsabilidade pela segurança pública é dos governadores de cada estado e negou ter recebido pedidos específicos do governador sobre a operação nos complexos do Alemão e da Penha.
Contexto da megaoperação
A operação, denominada “Operação Contenção”, mobilizou forças da Polícia Civil e Militar do Rio de Janeiro e teve como objetivo frear o avanço territorial do Comando Vermelho e prender líderes da facção. Mais de 100 pessoas foram presas, e 64 mortes foram confirmadas. Segundo o governo estadual, trata-se da maior operação de segurança realizada nos últimos 15 anos.



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