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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Piquiá: a cidade construída para fugir das cheias, amanheceu alagada

Irônico e trágico. Uma chuva torrencial atingiu o Platô do Piquiá, em Boca do Acre, deixando grande parte da cidade administrativa submersa e evidenciando os sérios problemas estruturais que afligem o bairro construído na década de 70, na gestão do ex-prefeito Mário Diogo de Melo. Inicialmente concebido como uma medida para minimizar os impactos das cheias na cidade, o Piquiá hoje se vê anundado, enquanto a cidade baixa, que historicamente sofre com as cheias fluviais, permanece com suas ruas praticamente enxutas.

O Platô do Piquiá, outrora um projeto visionário, hoje enfrenta um desafio monumental devido à falta de gestão e investimentos em infraestrutura. Os moradores em águas pluviais devido à falta de saneamento e à obstrução crônica dos bueiros. Este é um problema que se arrasta por várias gestões, mas que atingiu níveis alarmantes na atual administração, que parece ter abandonado a cidade à própria sorte.

O descaso com o Platô do Piquiá foi agravado pela ausência de medidas preventivas, como a desobstrução dos bueiros, que poderiam ter minimizado os estragos causados pela chuva intensa. Os relatos dos moradores atingidos pela enxurrada são unânimes em apontar a inércia do poder público, que, segundo eles, não mobilizou nenhum esforço para auxiliar os afetados.

A falta de resposta efetiva do poder público gera indignação e revolta entre os residentes do Platô do Piquiá, que veem a situação como resultado de anos de negligência.

Vários internautas postaram o resultado catastrófico da chuva, e perguntaram por que o Piquiá, construído para fugir das cheias, hoje sofre do mal que acomete, sazonalmente, a Cidade Baixa.