A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Entre os alvos da operação está Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e apontado como nome indicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.
Quem é Márcio Canella
Márcio Canella, de 49 anos, foi eleito prefeito de Belford Roxo nas eleições de 2024. No início deste ano, deixou o cargo para se dedicar à pré-candidatura ao Senado Federal.
A candidatura foi articulada por meio de um acordo entre o PL e a federação formada por União Brasil e PP no Rio de Janeiro. Em fevereiro, Flávio Bolsonaro anunciou a aliança política e confirmou Canella como um dos nomes do grupo para disputar uma das vagas ao Senado.
Durante a formação da chapa, Canella também convidou Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, para ocupar a primeira suplência.
Operação investiga lavagem bilionária
Além de Márcio Canella, a operação também tem como alvo o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante a gestão do governador Cláudio Castro.
De acordo com a Polícia Federal, a organização utilizava uma rede de postos de combustíveis para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, contando, segundo as investigações, com a participação de agentes públicos.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das apurações.
Mandados e bloqueio de bens
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.
A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
A Operação Unha e Carne integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, e segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.
Com informações do ND Mais e da Folha de S.Paulo.


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