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terça-feira, 27 de outubro de 2026
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PF investiga suspeita de fraude no CadÚnico com inclusão de pessoas mortas

A Polícia Federal investiga servidores públicos municipais suspeitos de incluir pessoas já falecidas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) para viabilizar pagamentos irregulares de benefícios sociais. A apuração envolve registros em São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão.

Segundo a PF, as supostas irregularidades podem ter permitido o recebimento indevido de recursos de programas como o Auxílio Brasil, o Bolsa Família e o Auxílio Gás. A investigação busca identificar os responsáveis, esclarecer como os cadastros teriam sido utilizados e calcular o prejuízo aos cofres públicos.

Como a fraude teria funcionado

De acordo com a Polícia Federal, foram identificados registros irregulares de pessoas no CadÚnico, incluindo indivíduos que já haviam morrido quando seus dados foram inseridos no sistema.

A suspeita é de que servidores municipais tenham realizado os cadastros indevidos, permitindo que pagamentos de benefícios sociais fossem autorizados irregularmente. Até a conclusão das investigações, a extensão do esquema e o valor total dos recursos envolvidos ainda precisam ser esclarecidos.

O CadÚnico reúne informações sobre famílias de baixa renda e serve de base para a seleção de beneficiários de diferentes programas sociais. A inclusão de dados falsos pode comprometer a fiscalização e direcionar recursos públicos de forma irregular.

Operação cumpre mandados e afasta servidores

Para avançar na apuração, a Polícia Federal deflagrou uma operação com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e três medidas cautelares de afastamento de funções públicas.

As medidas têm como objetivo reunir provas, esclarecer a participação dos suspeitos e identificar outras pessoas que possam estar envolvidas nas irregularidades.

Quais crimes são investigados

Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um e os resultados da apuração, por crimes como estelionato majorado, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa, entre outras possíveis infrações.

A investigação continua para determinar como os registros foram inseridos, quais benefícios foram pagos de forma indevida e qual foi o impacto financeiro para os cofres públicos. As suspeitas ainda dependem da conclusão das apurações e da responsabilização individual dos envolvidos.