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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Pesquisadores realizam inspeção vegetal na tríplice fronteira

Cultivos de banana, cupuaçu, cacau e coco da região da fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru foram inspecionados, durante os dias 28 e 31 de outubro por uma equipe de pesquisadores com o objetivo de verificar a ocorrência das pragas quarentenárias: mal-do-panamá, moníliase do cacaueiro e o amarelecimento letal do coqueiro. “Foi um sucesso porque não encontramos nenhuma dessas doenças nos plantios que visitamos”, afirmou o pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero, que coordenou os trabalhos.

Para a pesquisadora Elisângela Fidelis, da Embrapa Cerrados, é alto o risco de entrada de pragas quarentenárias pela Amazônia devido, principalmente, a extensa faixa de fronteira. “Além disso, a agricultura na região tem crescido muito e são áreas em meio à floresta, fator que favorece a entrada de doenças nos plantios e pode afetar a exportação de produtos importantes para a economia nacional, como uva, laranja e limão”, declarou.

As pragas que recebem a denominação de quarentenárias são aquelas de natureza vegetal e/ou animal que mesmo estando sob controle representam ameaça à economia agrícola do país ou de uma região importadora. Atualmente, a lista dessas pragas, editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), possui 600 espécies ausentes e 12 presentes. “Oito delas já foram registradas em Roraima”, conta Elisângela, que atuou na Embrapa Roraima (Boa Vistas, RR).

Participaram ainda da ação os pesquisadores: Daniel Augusto Schurt, da Embrapa Roraima, Luadir Gasparotto, da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus, AM) e Michel Dollet, do Centro Francês de Pesquisa Agrícola (Cirad). Também foram visitadas propriedades rurais de Xapuri, de Rio Branco e no projeto Reca, em Nova Califórnia.

Segundo Siviero, as três espécies foco da inspeção realizada na tríplice fronteira estão entre as 20 principais pragas quarentenárias. “A doença do coqueiro está em ilhas próximas a Roraima, o mal-do-panamá – raça 4 está na Colômbia e a monília em países vizinhos ao Brasil. Alertar técnicos, agricultores e estudantes é uma medida de controle importante e foi isso que fizemos durante as visitas”, disse. As medidas preventivas de defesa vegetal para evitar a chegada da moníliase às plantações brasileiras são realizadas por meio de projeto financiado pelo Mapa, executado pela Embrapa e Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf).

Seminários

Dois eventos com palestras sobre ameaças fitossanitárias para a Amazônia, mal-do-panamá, moníliase do cacaueiro e o amarelecimento letal do coqueiro foram realizados em Rio Branco e em Cobija (Bolívia) para técnicos do Servicio Nacional de Sanidad Agropecuaria e Inocuidad Alimentaria (SENASAG). (Assessoria Embrapa)

Em Rio Branco, o seminário de pragas quarentenárias de fruteiras na Amazônia reuniu representantes do Mapa, Idaf, Ufac, profissionais e estudantes do doutorado em Produção Vegetal no dia 1 de novembro, na Universidade Federal do Acre (Ufac).

(Texto: Priscila Viudes)