Uma pesquisa feita pelo poder judiciário revelou que pretos e pardos são minoria entre os magistrados brasileiros, com apenas 15,6%, enquanto, 84,2% são brancos, já os indígenas representam somente 0,1% desse total. Os números são do último do Censo feito em 2013. A informação foi divulgada essa semana no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Entre o percentual de negros, 14,2% se declaram pardos e somente 1,4%, preto, considerando a divisão por gênero 1,4% dos homens se declarou preto e 15% pardos. Já entre as mulheres magistradas, 1,5% se considerava preta e 12,7%, pardas.
O censo também mostrou onde atuam a maioria dos magistrados brancos e negros. Nos tribunais superiores os brancos representam 91, 1% dos profissionais enquanto, negros, somam 8,9% deste total. A área de maior atuação de magistrados negros é na justiça eleitoral com 22,5%.
Já entre os magistrados indígenas, estes aparecem atuando nos ramos da justiça federal e estadual com 0,1% em cada um e justiça do trabalho com 0,2% apenas.
O CNJ começou no mês de abril deste ano, um questionário para a atualização de dados de caráter sociodemográfico com mais de 18 mil magistrados de todos os tribunais. Desde essa data, juízes, desembargadores e ministros do Poder Judiciário veem recebendo mensagens por e-mail do CNJ convidando os magistrados a contribuírem com a realização da pesquisa.
A intenção é permitir que o Conselho faça uma atualização dos dados antes da realização do próximo Censo do Poder Judiciário em 2020. A atualização é uma iniciativa que contribui para a formulação de políticas públicas de fortalecimento da magistratura.


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