Uma pesquisa divulgada pelo estudo Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026 revelou um dado preocupante sobre o comportamento digital dos jovens brasileiros: 71% das pessoas entre 16 e 24 anos afirmam sentir infelicidade ao consumir conteúdos nas redes sociais.
O levantamento, conduzido pela especialista Renata Rivetti, também mostra que o uso das plataformas deixou de ser apenas entretenimento para se tornar uma dependência reconhecida por boa parte da juventude.
Segundo a pesquisa, 63,4% dos jovens admitem se sentir dependentes das redes sociais.
Comparação constante e sensação de inadequação
O estudo aponta que o problema não está apenas no tempo gasto diante das telas, mas principalmente nos impactos emocionais causados pela exposição contínua aos conteúdos digitais.
Entre os principais fatores identificados estão:
• Comparação excessiva com padrões exibidos nas redes sociais;
• Sensação constante de inadequação;
• Solidão emocional;
• Dependência dos algoritmos e da validação online.
Segundo o levantamento, 77% dos jovens afirmam comparar a própria vida com o que veem nas redes sociais, o que contribui para insegurança e frustração.
A pesquisa também mostrou que 21% dos entrevistados dessa faixa etária sentem que não têm ninguém a quem recorrer em momentos de crise emocional.
“Nunca estivemos tão conectados e tão solitários”
De acordo com Renata Rivetti, o estudo reforça um cenário de hiperconexão acompanhado pelo aumento da solidão entre os jovens.
“Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão solitários”, afirmou a especialista.
O levantamento cita ainda posicionamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), que passou a tratar a falta de conexões sociais reais como um problema de saúde pública.
A comparação foi popularizada pelo médico norte-americano Vivek Murthy, ex-cirurgião-geral dos Estados Unidos, ao afirmar que o isolamento social pode representar riscos equivalentes ao hábito de fumar diariamente.
Adultos também relatam tristeza nas redes
Embora os jovens apareçam como o grupo mais impactado, o estudo mostra que os efeitos negativos das redes sociais atingem diferentes faixas etárias.
Segundo os dados, 51% dos usuários brasileiros relatam sentir tristeza ao abrir aplicativos e navegar pelos feeds.
Em contraste, pessoas acima dos 60 anos apareceram como o grupo mais satisfeito emocionalmente, com índice de 95% de satisfação.
ECA Digital e alerta para famílias
A pesquisa também reacende o debate sobre saúde mental, uso excessivo de telas e proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Com a entrada em vigor do chamado ECA Digital em 2026, especialistas defendem maior atenção das famílias e das plataformas para reduzir os impactos emocionais causados pelas redes sociais.
O estudo sugere que o fortalecimento de vínculos presenciais e relações sociais reais pode ser um dos caminhos para enfrentar o problema.
Como foi feita a pesquisa
O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026 ouviu 1.500 brasileiros por meio de entrevistas telefônicas realizadas entre fevereiro e março deste ano.
Segundo os organizadores, o levantamento possui nível de confiança de 95% e busca analisar aspectos emocionais, sociais e digitais da população brasileira.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>