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terça-feira, 30 de junho de 2026
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Pelo menos cinco pessoas são mortas e casa incendiada em chacina após reunião do crime


Uma chacina envolvendo brasileiros foi registrada em uma propriedade rural localizada na vila Mapajo, a cerca de 10 km do município de Capixaba, no interior do Acre, já em território boliviano. O caso ocorreu nesta quinta-feira (7) e deixou um cenário de destruição e violência extrema.

A Polícia Civil do Acre foi informada do crime ainda durante a tarde. O delegado Aldizio Neto, titular da Delegacia de Capixaba, montou uma força-tarefa com apoio da Polícia Militar e se dirigiu ao local. No entanto, por se tratar de território estrangeiro, a equipe foi impedida de entrar pelo Exército da Bolívia.

Diante da situação, o delegado entrou em contato com as autoridades bolivianas da vila Evo Morales, em Plácido de Castro. Uma equipe da Polícia da Bolívia foi acionada e acompanhou a operação.

De acordo com informações preliminares, o crime teria ocorrido após uma reunião de foragidos da Justiça brasileira. Um desentendimento entre os presentes teria motivado a execução de, pelo menos, cinco pessoas. A casa foi incendiada com os corpos dentro. No local, os investigadores encontraram apenas restos mortais carbonizados. Segundo o delegado, porcos da propriedade estavam devorando os corpos.

Durante a varredura, as equipes conseguiram localizar parte da ossada de, ao menos, três vítimas. Uma delas pode ser Raimundo Nonato do Nascimento Oliveira, de 33 anos, conhecido como “Nego Black”, natural de Tarauacá e foragido da Justiça do Acre. A companheira dele também estaria entre os mortos.

A polícia trabalha com a hipótese de vingança. Segundo as investigações, recentemente “Nego Black” teria matado um cidadão boliviano, arrastado o corpo com uma motocicleta pela vila Mapajo e ainda atirado na mão do filho da vítima.

Os restos mortais foram recolhidos e levados para a Delegacia de Capixaba. Uma equipe do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) de Rio Branco foi enviada ao município para transportar os materiais até o Instituto Médico Legal (IML), onde serão submetidos a exames de DNA.

O delegado Aldizio Neto destacou que o caso é extremamente complexo, pois ocorreu em território estrangeiro. Segundo ele, mesmo que os autores sejam identificados, é improvável que sejam presos por falta de provas e pela limitação das forças de segurança brasileiras em atuar na região.

As autoridades alertam ainda que a vila Mapajo tem servido de refúgio para diversos foragidos da Justiça, o que agrava a situação e impede a atuação efetiva das polícias brasileira e boliviana.