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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Pecuaristas temem que mais de 90% das fazendas de Boca do Acre sejam embargadas pelo IBAMA

A situação do Sul do Amazonas está ficando cada vez mais tensa. O problema é a ação implacável do IBAMA, que percorre os municípios de Lábrea, Manicoré, Apuí, Humaitá e, por fim, estará aqui, em Boca do Acre.

Por onde passou, o órgão exigiu que o gado das fazendas embargadas fosse confiscado, isso se o fazendeiro não tiver onde colocar os animais em outra área, que esteja livre de qualquer empecilho colocado pelas ações do instituto.Os pecuaristas de Boca do Acre estão temerosos com a iminência da ação do IBAMA aportar aqui.

Se levada à cabo, a operação vai afetar mais de 90% das propriedades rurais do município, que estão situadas no Projeto de Assentamento Monte, além das muitas outras que ficam ao longo da BR-317.

Quase todas as fazendas foram alvos de multas pesadas por desmatamento.Na noite de ontem, segunda-feira (10), a vice-prefeita Luciana Melo, acompanhada de uma comitiva de pecuaristas de Boca do Acre, o esteve reunida com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço.

O encontro também teve a participação do senador Omar Aziz, que garantiu reunir esforços para juntar a maior quantidade possível de deputados federais, para juntos encontrarem uma saída para a questão.

Informações de dentro do grupo dos pecuaristas de Boca do Acre, dão conta de uma lista grande de fazendas que estão em vias de serem embargadas pelo IBAMA nos próximos dias. Em acontecendo isso, o proprietário é notificado a transferir o gado para outra propriedade, caso não o faça, todas as cabeças de gado são confiscadas.

O cenário projetado é dos piores. Fazenda com gados confiscados, sem trabalho para o peão, sem boi para abastecer os frigoríficos da cidade, resultado: desemprego em massa e economia fortemente afetada.