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sábado, 4 de julho de 2026
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Para fortalecer economia, 2º Encontro de Comércio Exterior reúne empresários na capital

Para fortalecer a economia acreana e as exportações do estado, além de impulsionar as relações comerciais entre Brasil, Bolívia e Peru, por meio da fronteira com o Acre, o Comitê Acreano da Cultura Exportadora reuniu na sexta-feira, 7, empresários dos três países no 2º Encontro do Comércio Exterior. O evento foi realizado no auditório da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) e contou com a presença de políticos das nações envolvidas e convidados de outros estados.

Com uma programação que se estendeu até às 19h, os debates iniciaram com a entrega do Plano Acreano da Cultura Exportadora às autoridades presentes. O documento pontua uma série de ações específicas para o desenvolvimento econômico do Acre e das cidades bolivianas e peruanas que fazem fronteira com o estado por meio da exportação e outras atividades econômicas. Um dos objetivos apontados é o desenvolvimento dos municípios localizados no eixo do Oceano Pacífico.

A segunda parte da programação consistiu em palestras sobre o cenário econômico, desafios e propostas para o desenvolvimento das relações comerciais dos países. Participaram das atividades o superintendente adjunto de Operações da Suframa, Luciano Tavares, representantes da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), o gerente de Negócios Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrizio Sardelli Panzini, e membros da Câmara de Comércio e Indústria de Pando (Bolívia) e a Câmara de Comércio e Indústria de Iñapari (Peru).

Presidente da Fieac, José Adriano observou que o evento marca o início de um novo processo para por em prática todas as ideias discutidas ao longo do evento, que iniciou na quinta-feira, 6. Ele destacou que a união dos três países é necessária para atrair investimentos internacionais, com o Acre em posição estratégica para se beneficiar de forma ampla do fortalecimento econômico pretendido. Ele ressaltou que a China é um parceiro em potencial para novas relações econômicas.

“Há dois anos, quando iniciamos esses diálogos, tínhamos uma perspectiva bastante negativa do que poderíamos produzir. Naquela época nos encontrávamos em um vendaval de mudanças no âmbito político e a economia em descrédito, o que não atraía novos investimentos exteriores na área da exportação. Agora, todas as instituições que se reúnem no evento têm o desafio de reverter esse quadro e gerar um novo ciclo de desenvolvimento econômico trinacional”, enfatizou Adriano.

Membro da Câmara de Comércio e Indústria de Pando (Bolívia), o empresário Marcelo Duran destacou que é necessário reduzir a burocracia entre os três países para que as relações econômicas entre eles se fortaleçam cada vez mais. Para ele, a iniciativa da Fieac, promotora do evento, além de necessária é importante. “A gente vê atitudes como essa sempre com muita esperança e esperamos melhoras para todos nós nesse âmbito. Apresentamos diversas alternativas para isso”.

Representante da Associação Comercial de Xapuri, o comerciante João Cardoso veio do interior do estado para participar dos debates. Ele também elogiou a atitude da Fieac e disse que a integração econômica precisa ser posta em prática o mais rápido possível. “Tivemos encaminhamentos para fortalecer o comércio e corrigir falhas como o comércio clandestino e controle nas fronteiras. Acredito que a partir disso vamos ter essa integração necessária”, disse ele.