Apesar do aumento médio de 10% no valor do material escolar em relação a 2018, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), as papelarias de Rio Branco estimam um aumento de 5% a 10% nas vendas dos artigos neste ano. A movimentação nos locais já é intensa e alguns pais já se adiantam nas compras para os filhos.
Gerente de uma papelaria no Centro da capital, Estefânia Melo, diz que neste mês a procura pelo material é feita pelos pais de alunos de escolas privadas. Segundo ela, os picos de vendas acontecem faltando uma semana para o início do ano letivo tanto na rede pública, previsto para iniciar em março, quanto na rede privada de ensino, que deve começar em fevereiro.
“A expectativa é de que as vendas sejam melhores do que em 2018, mesmo com o aumento. A gente estima que o volume de vendas seja 10% maior do que no ano passado. Material escolar é uma necessidade e a procura quase sempre é intensa. Apesar desse reajuste, aqui tem produtos que vão de R$ 3,90 até R$ 20, pensamos nas diferentes realidades”, destaca Estefânia.
Já Richard Miranda, também gerente de uma papelaria no Centro de Rio Branco, fala que os materiais importados sofreram uma queda média de 10% do valor no estabelecimento em que trabalha. Entretanto, ele observa que os produtos nacionais tiveram aumento de 10%, o que levou o empreendimento a adotar diversas estratégias para não pesar no bolso dos clientes.
“Aqui a gente optou por amortecer esse aumento para que os compradores não pagassem muito caro. Uma das medidas foi oferecer descontos em diversos produtos, aumentando inclusive valores de descontos que já existiam antes. Outra estratégia é facilitar o pagamento oferecendo condições como parcelamento sem juros”, explica o gerente comercial.
Antecipação
Mesmo faltando cerca de um mês para o início do ano letivo na rede privada e dois para a rede pública, a administradora Rejane Lopes resolveu se antecipar na compra do material da filha de seis anos, que estuda em escola particular. Ela conta que a decisão veio para evitar transtornos nas papelarias, já que o movimento fica muito alto próximo ao início das aulas.
“As aulas delas iniciam em fevereiro e resolvi comprar logo tudo para me antecipar e evitar locais cheios. Percebi que houve aumento dos preços, mas adotei a pesquisa como estratégia para não pagar tão caro. Antes de comprar aqui, observei os preços em outras papelarias. Assim, evitei pagar caro para completar a lista da minha filha”, finalizou a administradora.
Dicas
Além de pesquisar preços em diversos estabelecimentos comerciais, os pais podem seguir algumas dicas para economizar na hora das compras. Reaproveitar o material do ano anterior pode ser uma boa saída para quem quer gastar pouco. Articular com outros pais a possibilidade de uma compra coletiva é outro bom caminho, muitas lojas dão bons descontos para esse tipo de ação.
Preços muito baixos de um único produto devem ser vistos com atenção. Em alguns casos, apenas ele possui um preço mais acessível do que em outros locais. Os demais itens da lista de material escolar podem ser mais baratos em outras lojas. Na soma total, essas promoções podem não fazer diferença. Escolher materiais escolares que atendam as Normas da ABNT precisa ser regra.
Além de estarem atendendo os requisitos legais, como selo do Inmetro por exemplo, os pais estarão garantindo a segurança diária dos estudantes. Ler a lista de material escolar com atenção é imprescindível antes de ir as compras dos produtos. As escolas privadas não podem exigir a compra de produtos de uso coletivo como giz, detergente, lousa, papel higiênico entre outros.
Algumas escolas cobram uma taxa para o material escolar. Veja o valor, pesquise e decida qual é a melhor forma para a compra: adquirir os produtos por conta própria ou deixar a instituição de ensino efetuar a compra e a entrega dos artigos escolares.


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