Como parte da programação da Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Rio Branco promoveu um evento com palestras cujo tema estava relacionado a Mudanças Climáticas.
Este ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) colocou a poluição do ar como tema principal dos debates. Segundo o órgão, este é o principal fator de risco ambiental para a saúde em todo o mundo e pensar em soluções políticas e técnicas para a questão é urgente.
“Hoje, com a presença de vários especialistas, nós vamos debater as mudanças climáticas, sobre o papel da Amazônia e do Brasil nesse contexto, e tudo o que estamos presenciando nesses eventos extremos do clima, no nosso caso ou é muita água ou muita seca. Que influências são essas? O que ocorreu, o que está ocorrendo e qual a nossa relação, ser humano, com esse desequilíbrio?”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Aberson Carvalho.
No Brasil, 76% da população vive em cidades e respira diariamente diversos tipos de poluentes. Para a procuradora de Justiça do Ministério Público Estadual (MPAC) e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural e Habitação e Urbanismo (CAOP/MAPHU), Rita de Cássia Nogueira Lima, uma das palestrantes da noite, o Dia do Meio Ambiente é um dia para reflexão e que não há muito o que ser comemorado.
A Defesa Civil do município de Rio Branco, representada pelo coronel George Luiz Pereira, fez uma apresentação sobre a ocorrência dos desastres naturais no Acre, especialmente na Bacia do Rio Acre, onde está localizada a capital acreana.
“Vou falar principalmente dos desastres que envolvem água e solo, uma correlação com as mudanças climáticas. São eventos extremos cada vez mais severos e frequentes que ocasionam perdas enormes para o poder público e a população, claro. A política nacional de proteção e Defesa Civil teve um reforço grande no Brasil a partir de 2012, quando houve aquele desastre em Petrópolis [Rio de Janeiro] e morreram mais de mais mil pessoas. Foi criado o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, além de um diagnóstico de todo o país onde os municípios mais vulneráveis foram inseridos e Rio Branco faz parte”.
Pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), o professor Foster Brown, também palestrante no evento, disse que é importantíssimo preparar a sociedade para o que pode acontecer nos próximos anos e décadas. “Se você olha na área da ciência, mais de 90% dos artigos dizem que [as mudanças climáticas] são um problema sério. Todas as academias nacionais de ciência, inclusive do Brasil, dizem é que um problema sério, todas as associações internacionais de meteorologistas e clima dizem que é um problema sério. Então é um problema sério e que deve ser tratado como merece e com responsabilidade”. (Com informações assessoria PMRB)













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