O senhor Ailton Carneiro Pessoa procurou o Jornal Opinião para denunciar o que classifica como negligência por parte da Secretaria Municipal de Educação de Boca do Acre. O filho dele, que vai completar cinco anos de idade, está matriculado no Pré-I e, segundo o pai, estaria sendo impedido de frequentar regularmente as aulas por falta de mediador, mesmo após a apresentação de todos os laudos médicos exigidos que comprovam o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com Ailton, ele recebeu um áudio atribuído a um professor da unidade de ensino, orientando que não levassem crianças para a escola sem mediador, sob a justificativa de que não havia mediador nenhum disponível para sala até o momento . A informação, segundo ele, teria sido confirmada posteriormente pela gestora do estabelecimento. O pai afirma ainda que conversou com a assistente social, que também confirmou a ausência do profissional.

O mediador, oficialmente denominado Auxiliar de Vida Escolar, é responsável por oferecer suporte individual a alunos que necessitam de acompanhamento, especialmente em casos de deficiência ou transtornos do desenvolvimento. A Prefeitura de Boca do Acre, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou processo seletivo para a contratação desses profissionais. No entanto, segundo o pai, ao buscar esclarecimentos na secretaria, foi informado de que não há prazo definido para a contratação do mediador para seu filho.
Ailton relata que, após reunião na escola, a gestora informou que as crianças com TEA poderiam frequentar a unidade, porém sem cuidador. Ele questiona a decisão, afirmando que o filho não fala e ainda usa fraldas, necessitando de acompanhamento constante. “Não tem como deixar meu filho sozinho na escola nessas condições”, declarou.
O pai destaca que, no ano passado, o filho já contou com mediador e que atualmente há profissionais atendendo outras crianças na rede municipal. Ele também afirma ter ficado indignado ao constatar que alunos que apresentaram laudos posteriormente ao do seu filho conseguiram mediador, enquanto ele permanece sem assistência.
Diante da situação, Ailton formalizou denúncia junto ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Estado do Amazonas. Segundo ele, até o momento ninguém se manifestou!


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