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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Os desafios da união entre as mulheres

Os desafios da união entre as mulheres

Desde de que decidi criar esse perfil, sempre tive em mente compartilhar verdades a respeito do processo de autoconhecimento. Nunca, nada do que foi escrito aqui, fugiu ao que vivi e aprendi.

Tudo, absolutamente tudo que compartilho sempre fez parte da minha vida e da minha caminhada.

Falar de união, sobretudo entre mulheres, sempre foi algo delicado para mim porque essa questão sempre me cercava e me colocava a prova.

Mas agora, estou pronta para falar a respeito desse assunto que é tão delicado.

Nos círculos sempre pregamos a união porque esse é um dos pilares da essência feminina, pois é a mulher quem agrega e quem pacífica.

Quando eu me deparava com esse conceito eu ficava mal porque eu não conseguia me imaginar fazendo isso, especialmente quando começava a enxergar a situação nua e crua do cenário feminino, mas especialmente do contexto em que eu me encontrava.

Tá longe de ser fácil acolher a mentira, a dissimulação, a falsidade, a discórdia, a despeita, a fofoca, a maldade e o fato de muitas quererem te derrubar para tomar o seu lugar.

Ver tudo isso e ficar imune aos movimentos desequilibrados exige muito autoconhecimento e compaixão!

Tenho me permitido ver os desconcertos de outras mulheres e o incomodo que elas me causam para analisar onde eles reverberam no meu ser, porque tenho um lema: o que me incomoda faz parte de mim!

Todas as mulheres que cruzam o meu caminho são meus principais espelhos.

E isso é autoconhecimento puro!

Muitas das distorções que chegavam até mim eram difíceis de admitir, muito difíceis mesmo, tanto que a minha primeira atitude era julgar, falar mal, depreciar.

Mas, agarrei-me na coragem e mandei ver, foi quando comecei a perceber que era tão igual (em maior ou menor proporção) quanto a outra que me fazia refletir a partir dos seus desequilíbrios.

E digo uma coisas pra vocês: saber que somos todas iguais não tem preço. Se igualar permite que nossas sombras se dissipem e que o céu do que somos volte a brilhar!

Fazendo isso, percebi que foi nascendo compaixão, isso mesmo compaixão!

Porque compaixão é você se colocar no lugar da outra sabendo que você cometeria os mesmos erros ou fazendo coisa pior.

Dai surge o verdadeiro acolhimento, a união sincera, onde nós nos juntamos não só para passar técnicas ou rituais, mais sim porque queremos e desejamos o bem daquelas que caminham conosco em busca de se curar.

No fundo, tenho me curado através de todas com quem convivo e com quem vem aos círculos de mulheres do qual faço parte e isso fez com que eu me unisse ainda mais as mulheres.

Não somos inimigas!

Só mulheres que carregam muitas dores, medos e descrenças.

Volto a dizer, é preciso muita coragem para nos vermos na outra, para admitirmos que somos tão deficientes e que cometemos coisas tão graves quanto aquelas que apontamos.

É preciso parar de ensinar o que não se faz e de exigir o que ainda não se incorporou.

É preciso ter sinceridade consigo mesma para que possamos formar uma verdadeira irmandade, mas, sobretudo, para que possamos realmente resgatar o nosso Sagrado Feminino, caso contrário continuaremos agindo sem filtro e num verdadeiro campo de batalhas contra aquelas que fazem parte da nossa essência!


Orientadora e influenciadora holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha e idealizadora da página @mulheres_xamanicas