O Ministério Público do Acre (MP-AC) através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) juntamente com a Polícia Civil deflagraram na sexta-feira, 24, a operação Xeque-Mate que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa com atuação no Acre e mais dois estados dentro e fora dos presídios.
Os alvos são integrantes de uma organização criminosa com atuação no Acre, e nos estados do Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul e até fora país. A operação ocorreu simultaneamente nos três estados, e contou com o apoio a partir do apoio dos Gaecos desses estados envolvidos.
Foram cumpridos 29 mandados judiciais, sendo 25 de prisão, e quatro de busca e apreensão, nos três estados. No Acre a polícia cumpriu os mandados no complexo prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC) em Rio Branco e também nos presídios de Tarauacá e Senador Guiomard, 22 presos foram identificados. No RN uma pessoa foi presa e duas em MS.
Durante coletiva de imprensa membros do Ministério Público do Acre e da Polícia Civil explicaram, como os criminosos agiam, de acordo com a polícia foi identificado uma espécie de tabuleiro, que reunia os mandantes dos crimes nesses estados e repassavam as ordens.
“Conseguimos identificar a existência desse tabuleiro da sintonia geral do estado do Acre. Foi focada em uma organização que teve origem no Sudeste, mas se espalhou para todo território nacional. A partir da análise de documentos apreendidos nos presídios do Acre conseguimos identificar a existência de uma célula dessa organização”, explicou o promotor de Justiça Bernardo Albano
Ainda de acordo com promotor durante foi possível identificar lideres dessa organização criminosa que atuavam em outros países. “A operação visou os líderes desse tabuleiro e conseguimos identificar não só essa célula, mas integrantes que tinham o poder de decisão para toda região Norte e outros países da América Latina”, disse Albano.
Segundo as investigações, detentos dos estados do Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte davam ordens para práticas de alguns crimes, e os líderes tinham código penal com punições para os integrantes.
“Todas as decisões relacionadas a execuções e crimes de rua passavam por essa célula. A identificação da liderança foi fundamental para que se descobrisse diversos crimes e também criminosos”, complementou.
Segundo coordenador do Gaeco Danilo Lovisaro, foram apreendidos documentos e celulares nos presídios, o que ajudou a desarticular o grupo criminoso e chegar aos envolvidos em outras unidades da federação.
“Essa operação atacou essa liderança que está deslocada em outros estados. Foi feito um trabalho de análise que durou seis meses, culminou na identificação de 25 líderes da facção com desdobramentos em outros estados”, disse.


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