Luan Cesar
Deflagrada pela Polícia Civil do Acre na madrugada desta quarta-feira, 22, a “Operação Sinapse” prendeu 38 pessoas ligadas a uma organização criminosa com atuação no estado e apreendeu um revólver calibre 38, além de 22 cartuchos de munição da arma de fogo. Ao todo, 125 mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos pelos agentes do órgão em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Porto Acre e Bujari na ação que buscou desarticular a facção.
Das 38 pessoas presas, 17 estavam reclusas no Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde por cumprirem condenações pela Justiça do Acre. Delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, disse que as investigações que resultaram no trabalho eram desenvolvidas há seis meses nas cidades onde os mandados foram cumpridos. Ele afirmou que os presos exerciam papel de liderança e mediavam o contato entre o alto e escalão do crime e subordinados.
“Das 38 pessoas, 20 estavam nas ruas de Rio Branco, uma em Sena Madureira e outras 17 no presídio da capital. Essas pessoas eram responsáveis por repassar os comandos dados pelos chefes da organização para quem está nas ruas e no presídio e coordenar essas ordens dadas. A arma e os cartuchos estavam em posse de uma das pessoas presas aqui fora. Para chegar a esse resultado, foi feito um trabalho intenso de investigação velada e uso da nossa inteligência”, destacou Maciel.
Mas de 100 policiais civis foram empregados para executar a “Operação Sinapse”. O delegado-geral garantiu que a Polícia Civil está atenta aos movimentos recentes das facções em Rio Branco e outras cidades. Ele citou a prisão de um líder de uma organização local na segunda-feira, 20. O homem é suspeito de ter coordenado a chacina que vitimou seis pessoas no quilômetro 100 da Estrada Transacreana e a tentativa de execução de um rapaz no quilômetro 58 da mesma rodovia.
“A Polícia Civil não está inerte aos crimes que vêm acontecendo. Essa operação foi pontual, trata de pessoas ligadas a organização criminosa. A Polícia Judiciária tem um tempo para investigar, pericialmente em relação a esses grupos. Temos que colher provas e demonstrar ao Ministério Público e Judiciário o mínimo de provas para que os pedidos de prisão e mandados seja expedidos. Esse é um trabalho complexo, mas nós nunca desistimos e não estamos alheios”, finalizou Maciel.







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