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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Operação Hefesto da Polícia Federal investiga corrupção em contratos no Acre

Operação Hefesto da Polícia Federal investiga corrupção em contratos no Acre

Uma operação deflagrada na manhã de quinta-feira, 13, pela Polícia Federal, investiga a atuação de grupo criminoso que fraudava contratos públicos na Assembleia Legislativa do estado do Acre (Aleac), e desvio de recursos, além de tentativa de suborno a servidores da Justiça do Trabalho.

Sete pessoas foram presas, e outros 17 mandados de buscas e apreensão foram cumpridos nos municípios de Rio Branco, Xapuri e Sena Madureira. Mais de 80 policiais federais estão participando da fase ostensiva da investigação.

De acordo com o delegado responsável pelo investigação Vitor Negrais o grupo criminoso tentou subornar agentes da Justiça do Trabalho para evitar que a prática fosse investigada por órgãos fiscalizadores.

“A investigação é de fatos específicos, sobretudo relacionado a tentativa de corrupção na Justiça do Trabalho. Esse grupo investigado tentou subornar um agente público da Justiça do Trabalho para que os fatos não viessem ao conhecimento das autoridades”, afirma Negrais.

Ainda segundo o delegado, por enquanto não há indícios da participação de parlamentares no caso. “Não temos notícia sobre envolvimento de entes políticos, nossa atuação foi especifica em relação ao pessoal trazidos hoje à Polícia Federal”, disse.

De acordo com a PF os investigados poderão responder pelas práticas de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude à licitação e falsidade ideológica.

A Operação foi batizada de Hefesto, em alusão na mitologia grega, é tido como Deus do Trabalho, faz uma referência direta ao local onde surgiu a informação que desencadeou a apuração dos atos ilícitos investigados.

Investigação isenta Mesa Diretora e deputados

“A Assembleia Legislativa do Acre é vítima do esquema criminoso”. A declaração é do delegado Vitor Negrais, que comandou a Operação Hefesto, deflagrada nesta quinta-feira, pela Polícia Federal.  As suspeitas não envolvem a Mesa Diretora, deputados, deputados ou servidores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), segundo a própria PF.

A PF não forneceu maiores detalhes da operação e nem os nomes dos presos e o delegado Negrais apenas afirmou não há membros da Mesa Diretora da nem servidores da Aleac ou candidatos políticos entre os envolvidos.

Foram cumpridos 24 mandados, sendo 7 de prisão e 17 de buscas e apreensão, nos municípios de Rio Branco, Xapuri e Sena Madureira.  A operação é fruto de meses de investigação, que teve início quando membros do esquema criminoso, que agiam fraudando licitações de publicidade da Aleac buscaram aliciar servidores públicos para que impedissem a atuação dos órgãos fiscalizadores.