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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Obras da rodoviária de Lábrea estão adiantadas, enquanto a de Boca do Acre agoniza

A diferença entre a correta aplicação dos recursos públicos está entre as gestões públicas dos municípios amazonenses vizinhos de Boca do Acre e Lábrea. Ambos receberam emenda parlamentar do deputado federal Átila Lins, no valor de 1 milhão de reais, para a construção do terminal rodoviário nas duas cidades.

No entanto, enquanto Lábrea apresenta a obra com 80% de andamento, em Boca do Acre não é possível determinar qualquer porcentagem de conclusão do empreendimento, uma vez que os trabalhos não avançaram além das paredes do prédio.

O equipamento público foi anunciado no início do primeiro mandato do prefeito Zeca Cruz. De lá para cá, o que se destacou foram as polêmicas envolvendo as empresas que venceram e abandonaram o canteiro de obras.

A Prefeitura de Boca do Acre notificou primeiro a empresa Delta, a primeira a vencer a licitação para a realização do empreendimento. Depois das obras não andarem, a Delta teve o contrato com o município desfeito. Por conta disso, o município realizou nova licitação e elegeu outra empresa, a Emot, para dar prosseguimento, mas mais uma vez a nova rodoviária de Boca do Acre não passou de uma maquete.

Depois de ler uma reportagem publicada pelo Jornal Opinião a respeito de mais uma desistência de outra empreiteira, um colaborador da Emot nos enviou mensagem através do Facebook e garantiu que a empresa só deixou a obra, porque nunca recebeu um centavo sequer pelos serviços que realizou.

“Recebi por três meses de serviço, a empresa nos pagou direitinho, mas a Prefeitura não pagou a Emot, por isso ela abandonou a obra a e foi embora”, disse o ex-servidor, que pediu par anão ser identificado.