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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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O que Zeca Cruz deixa para Boca do Acre após dois mandatos

AGOSTINHO ALVES | Durante o mandato de Zeca Cruz, o que se viu foi uma gestão marcada pela falta de planejamento e perda de oportunidades de desenvolvimento. Com um histórico de obras inacabadas ou sequer iniciadas, a cidade sofreu um grande retrocesso em infraestrutura.

O Estádio do Piquiá, que deveria ser um marco no esporte local, e a rodoviária, uma promessa de modernização para a mobilidade dos cidadãos, ficaram apenas no papel.

Zeca também não conseguiu concluir importantes obras, como o Centro do Idoso e a creche municipal, que até hoje são símbolos do abandono público. Outro exemplo claro foi a reforma da Sasba, que desperdiçou dinheiro público e permanece inacabada.

A infraestrutura urbana de Boca do Acre foi um dos setores mais afetados pela inércia administrativa. Ruas esburacadas, falta de iluminação e um sistema de saneamento precário definiram o cenário dos bairros. As praças esportivas foram sucateadas, e o Estádio Artur Leite, que poderia ser um centro de fomento ao esporte local, foi deixado de lado, com luminárias apagadas e sem condições adequadas de uso.

A cultura também sofreu grande impacto durante a gestão de Cruz. O maior festival do Purus, que antes movimentava a cidade e valorizava as tradições locais, deixou de ser realizado. Com isso, a cidade perdeu não apenas uma importante expressão cultural, mas também oportunidades de turismo e de geração de renda para os moradores.

Saúde foi a salvação
A única área que não sucumbiu completamente foi a saúde. O ex-secretário Manuel Barbosa, com um trabalho dedicado, conseguiu fazer a diferença, reorganizando o sistema e trazendo melhorias notáveis, mesmo diante das dificuldades. Outro pilar de resistência foram os professores e gestores das escolas municipais, que, com esforço e dedicação, mantiveram o padrão educacional, evitando um colapso total na área.

Ao final de sua administração, Zeca Cruz deixou um legado de ruas escuras, lixo acumulado, barro e poeira. A falta de investimento em infraestrutura e o descaso com o bem-estar dos cidadãos marcaram os oito anos de sua gestão.