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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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O futuro segue incerto

Os acontecimentos pós-Copa América embaralham a cabeça, mesmo com o título da seleção brasileira. Série de acontecimentos mostra que o país do futebol anda fora dos trilhos.

Destaque do torneio de seleções do continente realizado no Brasil, Everton tem venda certa pelo Grêmio a uma grande equipe europeia na janela de transferência. Segue a sina de craques – cada vez mais jovens – rumo ao exterior.

Enquanto isso, vê-se o Flamengo contratando a rodo atletas estrangeiros. Já tinha cedido vários de seus jogadores à Copa América, não para a seleção brasileira, mas para outros times. Monta-se assim um grupo longe da cara do futebol brasileiro – eficiente, é verdade.

Depois de anunciarem as sedes no Brasil da Copa do Mundo Sub-17, definiu-se os grupos dias atrás.

O Brasil teve uma participação pífia no Campeonato Sul-Americano Sub-17, realizado nos meses de março e abril no Peru. Caiu na primeira fase e ficou entre os quatro piores times.

O torneio dá vaga à Copa do Mundo. A seleção só se manteve no Mundial por que é anfitriã da competição. Mas ganhou essa condição em cima da hora.

Em fevereiro desse ano, a Fifa retirou o direito de o Peru sediar a competição por falta de enquadramento (no chamado padrão FIFA) e passou o torneio para o Brasil. Com isso, o país foi agraciados com a vaga. Se dependesse da competição classificatória tinha ficado de fora do Mundial.

Mas a capital do Peru, Lima, realiza daqui a duas semanas os Jogos Pan-Americanos. O megaevento vem já ocupando espaço na imprensa. Mas não é que o Brasil está fora do torneio de futebol.

A explicação é simples (e também dramática): O Brasil terminou na quinta posição o Campeonato Sul-Americano Sub-20, realizado no início desse ano no Chile.

O quinto lugar não só não deu vaga ao Brasil no Pan (só os três primeiros tinham esse direito), como também tirou a seleção brasileira da Copa do Mundo 2019 da categoria, já realizada na Polônia em maio e junho e que teve como campeão a Ucrânia.

Trata-se de um choque de realidade do futebol brasileiro. São informações desalentadoras.

Pós-Copa América, poucos cronistas levantaram a discussão de quem o futebol sul-americano pode ser igualado ao europeu. Já é consenso que não.