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terça-feira, 7 de julho de 2026
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O Brasil segue caminhando novamente para o mapa da fome, segundo economista da ONU

Elis Caetano

Os impactos econômicos da Covid-19 no Brasil foram alarmantes, novas projeções do Ministério da Economia levam em conta o impacto da crise do coronavírus, o governo federal prevê queda de até 4,7% no PIB em 2020. Caso esse número seja confirmado seria a maior retratação registrada no país desde 1962.

A expectativa é de que a economia global perca quase 8,5 trilhões de dólares em produção nos próximos dois anos, acabando com quase todos os ganhos dos quatro anos anteriores. Cerca 34,3 milhões de pessoas caiam abaixo da linha da extrema pobreza em 2020.   

Em 2014 o Brasil saia do mapa da fome da ONU, se tornando um momento histórico, a taxa de desnutrição da época tinha caído de 10,7% para menos de 5%, desde 2003. A redução da pobreza na época foi reduzida de 24,3% para 8,4%.

Neste ano o país se encontra voltando ao mapa da fome, segundo o diretor da ONU, quase 14,7 milhões, cerca de 7% da população fiquem na extrema pobreza é o que afirma economista Daniel Balaban, chefe do escritório brasileiro do Programa Mundial de Alimentos, a maior agencia humanitária da ONU.

Cerca de 5,4 milhões de pessoas passem para a extrema pobreza em razão da pandemia, só entram no mapa países com mais de 5% da população em pobreza extrema, levando em conta os anos anteriores. Na linha de frente ao combate a fome, temos O Programa Mundial de Alimentos, é um fórum global para diálogo de políticas Sul-Sul e troca de conhecimentos em programas de alimentação escolar e segurança alimentar e nutricional, considerada a maior agência de ajuda humanitária das Nações Unidas. Há em torno de 821 milhões em situação de insegurança alimentar, 135 milhões que realmente passam fome.

No Brasil temos um número muito alto de pessoas em extrema pobreza, ganhando menos de US$ 1,90 por dia. São 9,3 milhões, segundo dados de 2018, a estimativa é que agora mais de 5,4 milhões deverão entrar em extrema pobreza.

Para ajudar a reduzir o impacto e corrigir essa queda, é necessário que o Brasil consiga sair da pandemia, que haja menos morte e menos infectados. É preciso de uma forte liderança nacional, para Balaban, o cenário no Brasil é crítico por não haver unicidade, um comando que lidere o Brasil como um todo para sair desta pandemia.