Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Uma data que não é para ser comemorada. Estabelecida em 2007 pela ONU, tem o objetivo de difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por esta síndrome neuropsiquiátrica.
Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo de autismo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil são dois milhões e no Acre, levantamento feito pela Associação Família Azul, registra um número superior a 10 mil casos.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), como o próprio nome sinaliza, engloba uma série de diferentes apresentações do quadro, que tem em comum: maior ou menor limitação na comunicação, seja de linguagem verbal ou não verbal, na interação social, nos comportamentos estereotipados, repetitivos e restritos de interesses.
Após o diagnóstico, os pacientes devem fazer uma série de tratamentos, que incluem a habilitação e reabilitação para estimular a superação das dificuldades que o autismo provoca, por exemplo, no desenvolvimento da linguagem, das interações sociais e das capacidades funcionais. Essa estimulação demanda cuidados específicos de acompanhamento ao longo das diferentes fases da vida. O transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores e, em muitos casos, precisa do envolvimento e da dedicação de boa parte da família.
O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir os danos causados pelos transtornos. O uso das terapias e tratamentos adequados é essencial nesse aspecto, quanto mais cedo iniciado, melhores resultados irão causar no paciente. O grande desafio é a oferta de serviços especializados na área de saúde. No Acre, a carência de profissionais é ainda mais latente. Que façamos mais do que mobilização, discussões e eventos diante de uma dura e triste realidade que é o autismo no Estado.

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