A notícia do falecimento do arcebispo emérito de Porto Velho, dom Moacyr Grechi, ocorrido no início da noite desta segunda-feira, 17, deixou acreanos consternados. O religioso que tinha 83 anos, dedicou 26 anos de vida religiosa ao Acre. Moacyr Grechi tinha a saúde fragilizada após um grave acidente de carro que sofreu em 2007, que o afastou por três meses das celebrações, período em que ele esteve em tratamento médico em São Paulo.
De lá para cá, mesmo com dificuldades motoras, dom Moacyr continuou com suas atividades religiosas e fez diversas visitas ao Acre. Na última sexta-feira, foi internado em um hospital particular de Porto Velho, onde residia desde 1998, com problemas intestinais. Seria submetido a procedimento no intestino na noite desta segunda-feira, mas sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.
Sua trajetória religiosa no Acre vai de julho de 1972, quando foi escolhido para ser bispo da Diocese de Rio Branco, até 1998, quando foi transferido para a Diocese de Porto Velho no estado vizinho ao Acre, em Rondônia.
Os laços de dom Moacyr com o Acre são muito fortes. Ele era conhecido por lutar pelos mais pobres, pelos menos favorecidos, e o fazia de fato. Destacou-se pela defesa dos indígenas, dos seringueiros e dos trabalhadores rurais. Lutou pela punição dos assassinos de Chico Mendes, que conheceu pela atuação nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s). Lutou também para combater o esquadrão da morte instalado no Acre nos anos 90.
Nosso reconhecimento a esse líder religioso que dedicou grande parte de sua vida ao Acre e aos que mais precisavam. Que Deus possa confortar familiares, amigos e fieis de dom Moacyr Grechi neste momento de dor e tristeza.

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