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segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Número de mortos em megaoperação no Rio sobe para 121, confirma Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, na manhã desta quinta-feira (30), que subiu para 121 o número de mortos na megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A atualização ocorreu após a chegada de novos corpos ao Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro da cidade.

Batizada de Operação Contenção, a ação ocorreu na última terça-feira (28) e mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar. O objetivo era conter o avanço territorial da facção Comando Vermelho (CV) e cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão, incluindo alvos de outros estados, como o Pará.

Corpos foram encontrados em área de mata

De acordo com o governo estadual, 54 corpos foram localizados ainda no dia da operação e outros 63 foram encontrados por moradores em uma área de mata no Complexo da Penha, na quarta-feira (29). Quatro policiais — dois civis e dois militares — também morreram nos confrontos, que duraram cerca de 15 horas, entre 6h e 21h.

Durante coletiva, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que a estratégia envolveu a formação de um “muro do Bope” para empurrar os suspeitos em direção à mata.

Prisões e apreensões

O balanço da operação aponta ainda 113 suspeitos presos e 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda não contabilizada de drogas. O governo estadual classificou a ação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”.

MPRJ enviará peritos ao IML

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que enviará peritos independentes ao IML para acompanhar a análise dos corpos e verificar as circunstâncias das mortes.

O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, declarou que todos os mortos — com exceção dos agentes — seriam “narcoterroristas”. Ele ainda afirmou que moradores que retiraram corpos da área de mata poderão responder por fraude processual, sob a acusação de alterar a cena do crime, inclusive retirando roupas camufladas das vítimas.

A corporação, no entanto, não explicou por que os corpos foram deixados na mata após o fim da operação.