Um surto de hantavírus registrado em um cruzeiro internacional voltou a levantar preocupações sobre o surgimento de uma nova pandemia. Apesar do alerta provocado pelas mortes confirmadas a bordo da embarcação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) descartou qualquer comparação direta com a pandemia de Covid-19 e afirmou que o risco de disseminação global é considerado baixo.
O caso ocorreu no navio MV Hondius, operado pela empresa Oceanwide Expeditions. Segundo a OMS, cinco casos de hantavírus foram confirmados entre passageiros e tripulantes, com três mortes registradas. O cruzeiro saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e deve chegar às Ilhas Canárias, na Espanha, neste sábado (10).
Durante coletiva realizada nesta quinta-feira (7), a epidemiologista da OMS, Maria van Kerkhove, explicou que o hantavírus possui uma forma de transmissão muito diferente da Covid-19.
“Isto não é Covid, isto não é gripe, espalha-se de uma forma muito, muito diferente”, afirmou a especialista.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também reforçou que a organização segue monitorando o caso, mas sem indicar risco iminente de pandemia.
O que é o hantavírus?
O hantavírus é um vírus zoonótico transmitido principalmente por roedores infectados. A contaminação humana geralmente ocorre através do contato com fezes, urina ou saliva desses animais, além da inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.
De acordo com a OMS, a doença pode causar quadros graves e até fatais, especialmente quando há comprometimento respiratório, cardíaco ou renal.
Os sintomas normalmente aparecem entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e incluem:
Atualmente, não existe tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento médico é focado no suporte clínico e no controle das complicações causadas pela infecção.
OMS orienta medidas de prevenção
A principal forma de prevenção continua sendo evitar o contato com roedores e ambientes contaminados. A OMS recomenda:
O navio onde ocorreu o surto transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes de 28 nacionalidades. Parte das pessoas desembarcou na ilha de Santa Helena no fim de abril.
Com informações da BBC.


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