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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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“Novo vírus mortal?” OMS quebra silêncio após surto com mortes em cruzeiro e explica risco real de pandemia

Um surto de hantavírus registrado em um cruzeiro internacional voltou a levantar preocupações sobre o surgimento de uma nova pandemia. Apesar do alerta provocado pelas mortes confirmadas a bordo da embarcação, a OMS (Organização Mundial da Saúde) descartou qualquer comparação direta com a pandemia de Covid-19 e afirmou que o risco de disseminação global é considerado baixo.

O caso ocorreu no navio MV Hondius, operado pela empresa Oceanwide Expeditions. Segundo a OMS, cinco casos de hantavírus foram confirmados entre passageiros e tripulantes, com três mortes registradas. O cruzeiro saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e deve chegar às Ilhas Canárias, na Espanha, neste sábado (10).

Durante coletiva realizada nesta quinta-feira (7), a epidemiologista da OMS, Maria van Kerkhove, explicou que o hantavírus possui uma forma de transmissão muito diferente da Covid-19.

Isto não é Covid, isto não é gripe, espalha-se de uma forma muito, muito diferente”, afirmou a especialista.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também reforçou que a organização segue monitorando o caso, mas sem indicar risco iminente de pandemia.

O que é o hantavírus?

O hantavírus é um vírus zoonótico transmitido principalmente por roedores infectados. A contaminação humana geralmente ocorre através do contato com fezes, urina ou saliva desses animais, além da inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.

De acordo com a OMS, a doença pode causar quadros graves e até fatais, especialmente quando há comprometimento respiratório, cardíaco ou renal.

Os sintomas normalmente aparecem entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e incluem:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • náuseas e vômitos;
  • dor abdominal;
  • dificuldade respiratória em casos mais graves.
  • Atualmente, não existe tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento médico é focado no suporte clínico e no controle das complicações causadas pela infecção.

    OMS orienta medidas de prevenção

    A principal forma de prevenção continua sendo evitar o contato com roedores e ambientes contaminados. A OMS recomenda:

  • manter ambientes limpos;
  • vedar frestas e acessos de roedores;
  • armazenar alimentos corretamente;
  • não varrer fezes de roedores a seco;
  • umedecer locais contaminados antes da limpeza;
  • reforçar a higiene das mãos.
  • O navio onde ocorreu o surto transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes de 28 nacionalidades. Parte das pessoas desembarcou na ilha de Santa Helena no fim de abril.

    Com informações da BBC.