O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a nova tabela do Imposto de Renda, válida a partir de 2026, ampliando a isenção para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.
A medida deve beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros e aumentar para aproximadamente 65% o total de isentos no país.
Descontos escalonados
A nova regra inclui descontos progressivos para trabalhadores que recebem até R$ 7.350 mensais.
| Renda mensal | Regra aplicada | Valor a pagar | Economia anual |
|---|---|---|---|
| Até R$ 5.000 | Isenção total | R$ 0,00 | R$ 4.356,89 |
| Até R$ 5.500 | 75% de desconto | R$ 1.089,22 | R$ 3.367,68 |
| Até R$ 6.000 | 50% de desconto | R$ 2.178,45 | R$ 2.350,79 |
| Até R$ 6.500 | 25% de desconto | R$ 3.267,67 | R$ 1.333,90 |
| Acima de R$ 7.350 | Alíquotas progressivas | A partir de R$ 1.125 | — |
Compensação e novas cobranças
A mudança deve reduzir a arrecadação anual em cerca de R$ 25,84 bilhões. Para compensar, haverá cobrança adicional sobre rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais, chegando a 10% para salários acima de R$ 100 mil.
Dividendos acima de R$ 50 mil por mês também passarão a ser tributados em 10% com retenção na fonte.
O que permanece isento?
- Heranças
- Poupança
- Indenizações
- Aposentadoria por invalidez
- Investimentos isentos como LCI, LCA e fundos imobiliários



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