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quinta-feira, 4 de junho de 2026
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Nova regra do Pix permite bloqueio automático de valores e muda limites de transferência

As novas regras de segurança do Pix, determinadas pelo Banco Central, já estão em vigor e podem resultar no bloqueio temporário de valores e na redução de limites de transferência em determinadas situações.

A mudança faz parte de um conjunto de diretrizes nacionais que padronizam os mecanismos de proteção no sistema financeiro e têm como objetivo reduzir golpes e irregularidades.

As medidas afetam diretamente clientes de instituições como Nubank, Itaú e Caixa Econômica Federal, especialmente em casos de suspeita de fraude ou uso da conta em dispositivos não reconhecidos.

Bloqueio automático do Pix

Uma das principais novidades é o chamado bloqueio cautelar, que permite às instituições financeiras reter valores recebidos via Pix por até 72 horas quando há indícios de irregularidade.

Durante esse período, o banco realiza uma análise da transação antes de decidir pela liberação ou devolução do dinheiro. O mecanismo não cancela automaticamente a operação, mas funciona como uma medida preventiva para impedir a rápida circulação de valores suspeitos.

Limite reduzido em celular não cadastrado

Outro ponto importante envolve o uso do Pix em dispositivos não reconhecidos pelo banco. Nesses casos, passam a valer limites mais restritivos:

  • Transferências de até R$ 200 por operação;
  • Limite diário de até R$ 1.000;
  • Liberação gradual após validação do novo aparelho.
  • A regra se aplica, por exemplo, quando o usuário troca de celular ou acessa a conta em outro dispositivo. A validação serve para confirmar que a movimentação é legítima e feita pelo próprio titular.

    Horário também influencia limites

    Além do dispositivo, o horário das transferências também interfere nos limites. Durante o período noturno, geralmente entre 20h e 6h, o teto padrão para transações via Pix é de R$ 1.000 para pessoas físicas.

    A medida busca reduzir crimes como sequestros-relâmpago e fraudes sob coação, que costumam ocorrer fora do horário comercial.

    Segundo o Banco Central, os clientes podem solicitar alterações nos limites, mas essas mudanças seguem critérios definidos pelas próprias instituições financeiras.