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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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NOME DE PESO

Crescem os rumores de que o ex-deputado federal Raimundo Angelim (PT) será o nome indicado pelo Partido dos Trabalhadores para a prefeitura de Rio Branco na eleição do próximo ano. O assunto tem sido tratado a sete chaves dentro da legenda. A palavra de ordem é silêncio. Ninguém sabe, ninguém viu! Apesar do Carioca, secretário de articulação no governo Tião Viana, ter declarado recentemente que o PT vai ter candidato próprio na capital acreana, o presidente da legenda, Cesário Braga tirou por menos e disse que o assunto só será tratado em 2020. Balela! Fontes petistas confirmam que Angelim já recebeu diversos convites para participar do pleito. O próprio Angelim confirma que já foi sondado. Quanto a esse assunto, duas coisas são certas: primeiro, o petista ainda não aceitou o convite da legenda. Segundo, caso Angelim decida entrar no jogo, os grandes partidos que já estão de olho no processo eleitoral de 2020 (como é o caso do PP, PSDB, MDB) terão imensa dificuldade em chegar ao resultado desejado. Angelim é um dos políticos mais bem conceituados dentro de Rio Branco. Fez um ótimo trabalho enquanto prefeito da Capital. É uma pessoa extremamente preparada, sem falar que tem densidade eleitoral. Pode até não vencer devido à legenda da qual faz parte, mas não se pode negar que não dará dor de cabeça aos adversários. Dará, e muita.

NÃO SERÁ COADJUVANTE

Aos que acham que o PT não terá candidato à prefeitura de Rio Branco em 2020, não se enganem. Nem mesmo a derrota cruel do ano passado será capaz de fazê-los ocupar a posição de coadjuvante no processo eleitoral do ano que vem.

TEM CANDIDATO

E já que estamos falando da eleição de 2020, o deputado Fagner Calegário confirmou que o Partido Liberal terá candidatura própria à Prefeitura da Capital, mas descartou que o nome a ser apresentado futuramente seja o dele. Ok!

PRIVATIZAÇÃO

A possível privatização no Departamento Estadual de Águas e Saneamento do Acre (Depasa) foi um dos temas abordados na sessão de ontem na Aleac. A matéria ainda não deu entrada na Casa do Povo, mas já está causando indignação entre os deputados da oposição. O deputado Jenilson Leite (PSB) já se posicionou contrário ao PL que, em tese, ainda nem existe.

BRIGÃO

O deputado Roberto Duarte (MDB) parece nunca estar satisfeito com nada. Quando todos achavam que ele ia elogiar o governo do Estado pela aquisição das 127 viaturas que foram entregues para Secretaria de Segurança Pública na última segunda, achou um ponto para criticar. Ele questiona como será feito o transporte de presos já que as novas viaturas não possuem capota marítima, camburão e grades na parte traseira.

E AÍ, GOVERNADOR?

“Não pode se fazer o deslocamento de presos nessas viaturas. Elas não são adaptadas para isso”, questionou Roberto Duarte.

TEM FUNDAMENTO

Por mais que pareça birra do emedebista, nesse caso, o questionamento dele tem fundamento. Ocorrerá apenas o deslocamento do policial para ocorrência? Algo que precisa ser esclarecido pelo governo do Estado. A população também quer saber.

JUSTIFICATIVA

O líder do governo, Gehlen Diniz, afirmou que o governo, para não perder os recursos de emendas parlamentares alocadas para compra das viaturas, teve que aderir a uma ata nacional. “Foi possível adquirir 25 viaturas a mais do que a proposta inicial. Cada viatura saiu R$ 32 mil mais barata. Mas informo que a Secretaria de Segurança está preparando para adaptar algumas viaturas com gaiola ou camburão, não serão todas”. Muito bem!

POLÊMICA

A ex-senadora Marina Silva polemizou ao afirmar que o ex-presidente Lula ainda deveria estar preso. Ela é a favor da prisão em segunda instância. Mas, aderindo a política da boa vizinhança, fez questão de frisar que a decisão do STF deve ser respeitada.

NÃO CURTIRAM

Quem não gostou nadinha da declaração de Marina foi o “clã” petista. Isso porque ela foi ministra do Meio Ambiente por cinco anos no governo de Lula e também senadora pelo PT.

NOTA DE ESCLARECIMETO

A prefeitura de Rio Branco emitiu uma nota de esclarecimento sobre o procedimento para contratação da Fundape na realização do concurso público efetivo da Secretaria Municipal de Educação. De acordo com a nota assinada pela prefeita Socorro Neri, a Fundape foi “a única que apresentou toda a documentação exigida para habilitação, bem como as disposições do Termo de Referência e, ainda, orçou valor inferior ao cobrado pelas outras seis instituições convidadas”.

LÍCITO

Há que se frisar que a contratação da Fundape, segundo o Município, é fundamentada também perante o Tribunal de Contas da União – TCU. “É lícita a contratação de serviço de promoção de concurso público por meio de dispensa de licitação, com fulcro no art. 24, inciso XIII, da Lei nº 8.666/93, desde que sejam observados todos os requisitos previstos no referido dispositivo e demonstrado o nexo efetivo desse objeto com a natureza da instituição a ser contratada, além de comprovada a compatibilidade com os preços de mercado”.

MAIS CONFUSÃO

Mais um capítulo da novela envolvendo o prefeito de Senador Guiomard, André Maia, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Gilson da Funerária. Maia diz que Gilson contratou, enquanto prefeito em exercício, uma empresa para realizar as obras na secretaria de Assistência Social sem o devido processo licitatório.

NÃO VAI PAGAR

Ao que parece, a empresa deveria atender aos serviços de manutenção nas secretarias de Saúde e Educação, porém, além disso, construiu até um muro na Secretaria de Assistência Social. André Maia está sendo cobrado agora, mas alega que não fará o pagamento por não ver legalidade nisso, uma vez que a empresa acabou desviando do que ficou estabelecido em contrato. Situação delicada para André Maia.

CONTENTE

O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, agradeceu a disposição do secretário Alysson Bestene em dialogar com os trabalhadores e cancelar todos os atos tomados pela chefe de Divisão de Recursos Humanos da Sesacre, Carmen Silva Nogueira Braga de Sousa. Dentre as gratificações estão os ganhos por insalubridade, garantidos por Lei.

PROVAÇÃO

O deputado Nicolau Junior (PP), desde que assumiu o comando da Aleac, tem passado por grande “provação”. Essas pautas negativas que estão sendo enviadas pelo Executivo ao Legislativo, no caso de ser mal debatidas, podem respingar nele também. Tem feito um bom trabalho até o momento.

FORA DA POLÍTICA

Há quem acredite que o vereador Jakson Ramos (PT) ainda vá desistir de abandonar a política. Para o petista esse é um assunto pacificado. Tão logo acabe o mandato vai se dedicar exclusivamente à medicina. Nenhuma treta, apenas lhe falta tempo para compatibilizar com o exercício do mandato.

FRASE

“Esse homem tem sido uma referência no nosso país, e as pessoas estão felizes por receber um ministro como ele. Já os petistas, devem ter achado uma chacota, mas eu prefiro tirar uma foto com Moro, do que com o Lula, que é um condenado pela justiça e um ladrão”.

(Vereadora Lene Petecão, do PSD, ao comentar sobre a visita do ministro Sérgio Moro no Acre, ocorrida na última segunda-feira, 18)

TÃO ACRE

 PRODUTO INEGOCIÁVEL

Na campanha à Assembleia Legislativa, a de 1994, mais uma vez malsucedida, o bancário aposentado e fazendeiro compulsório Adalberto Silva, não engolia mais os eleitores profissionais que batiam em seu encalço tentando lucrar facilmente às suas expensas fosse o que fosse – desde dinheiro vivo a bens variados.

Como Aragão nunca perdeu tempo com etiquetas e nem eufemismo e quando decide mandar alguém à merda, manda, deu-se que uma sabida e manjada eleitora, dessas que “mordem” qualquer candidato, encostou nele certíssima de faturar líquido e certo.

– Deputado, eu queria que o senhor me arrumasse cem telhas.

– Não posso lhe dar.

– E a metade?

– Não posso lhe dar nenhuma!

– Deputado, mas me dar um milheiro de tijolos, 15 sacas de cimento e duas carradas de areia, o senhor pode me dar?

– Não posso lhe dar nada, estou sem condições, minha senhora! Desabafou mestre Aragão, saco mais que cheio.

Para encurtar a conversa: a chata insistia para o Aragão “dar-lhe qualquer coisa”, contanto que desse. A tentativa final:

– Já que o senhor não tem telha, tijolo, areia, óculos, sofá-cama, fogão e geladeira para me dar, o senhor tem ao menos cem reais para me dar?

– Já lhe disse, não tenho nem um real para lhe dar, minha senhora! Despachou o candidato, àquela altura nervosíssima por aturar a grudenta e inconveniente eleitora de todo candidato.

Esta, por sua vez, irritada com o muquirana candidato apelou grosseiramente, sem conhecer direito o nosso “Arengão”:

– Mas, Aragão, você não tem nada mesmo para me dar?

Curta, grossa, rasteira veio a porrada aloprada:

– Para dar mesmo só tenho o cu, mas como não estou fazendo negócio com a minha bunda, também não lhe dou.