
Boca do Acre compõe um grupo de quatro municípios do Amazonas, todos situados ao Sul do Estado, que são líderes em desmatamento e queimadas. Lábrea, Apuí e Humaitá são as localidades que mais depredaram a floresta amazônicas, derrubando a vegetação e ateando fogo no mato seco. O quarteto é responsável por mais de 60% das queimadas do estado.
Desde maio, foram aplicados mais de R$ 33 milhões em multas e embargados mais de 11 mil hectares em Boca do Acre e nos municípios anteriormente citados.
Para conter o avanço das queimadas, o governo deflagrou a operação “Tamoiotata”. Equipes percorrem estradas rurais tomadas de poeira em busca de fogo. A maioria é em área particular, em que os donos ultrapassam o limite de 20% de área verde permitido para derrubada.
De acordo com os órgãos ambientais, o processo normalmente começa pela derrubada das árvores cuja madeira tem grande valor comercial. Depois vem o fogo para eliminar a vegetação nativa. Por último, jogam semente de capim.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto do ano passado o estado registrou 8.030 focos. Agosto deste ano já ultrapassou com 8.172 ocorrências.
“Nós constatamos que agosto agora de 2021 foi o pior mês da história do estado do Amazonas quanto ao número dos focos detectados. Nós passamos o máximo que já havia do ano passado e ainda temos alguns dias em agosto pela frente”, disse Alberto Setzer, pesquisador do Inpe.
Recordes de queimada
O Amazonas bateu recorde histórico de queimadas no mês de agosto de 2021. Esse foi o terceiro ano consecutivo que o recorde para o mês foi superado.
Nos primeiros 26 dias deste mês, foram registrados 8.172 focos de incêndios. No ano passado, agosto registrou 8.030 focos de incêndios. Em 2019, foram 6.668 registros.
Em 2020, o Amazonas registrou o maior número de queimadas da história, somando os registros de todos os meses. A série histórica teve início em 1998.


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