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terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Mulher é resgatada após quase 16 horas sob escombros de terremoto que matou mais de 250 pessoas na Colômbia

Uma mulher de 31 anos foi resgatada com vida após passar quase 16 horas presa sob os escombros de um prédio atingido pelo terremoto de magnitude 7,4 que devastou parte da Colômbia. Diana Troncoso foi retirada dos destroços nesta terça-feira (11), em Cali, enquanto equipes de emergência continuam as buscas por sobreviventes em diferentes regiões do país.

Diana estava com uma das pernas presa entre os escombros. Segundo as autoridades, os socorristas conseguiram estabelecer contato com ela por volta das 21h de segunda-feira (10) e mantiveram a comunicação durante toda a operação de resgate.

A retirada foi realizada de forma cuidadosa, devido às condições da estrutura e à posição em que a vítima se encontrava. Após quase 16 horas de trabalho, Diana foi libertada e retirada do local em uma maca.

O resgate foi comemorado por moradores e autoridades de Cali. O prefeito Alejandro Eder confirmou que a mulher havia sido encontrada com vida e destacou o trabalho realizado pelas equipes de emergência.

Equipes dos bombeiros de Cali e Bogotá participaram da operação. Os profissionais avançaram gradualmente entre os destroços para conseguir retirar Diana sem aumentar os riscos durante o atendimento.

Terremoto já deixou mais de 250 mortos

Enquanto Diana era retirada dos escombros, equipes de emergência continuavam procurando outras possíveis vítimas em áreas atingidas pelo terremoto.

Segundo informações da Reuters, pelo menos 254 pessoas haviam morrido até esta terça-feira (11). Pereira concentrava 101 mortes, enquanto Cali registrava 95 vítimas.

O terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10) e provocou desabamentos, rachaduras e danos em prédios residenciais, escolas, hospitais e outras estruturas.

O tremor é considerado um dos mais devastadores já registrados no país neste século.

Equipes continuam procurando sobreviventes

Bombeiros, voluntários e agentes públicos passaram a noite e a manhã desta terça-feira trabalhando nas áreas destruídas. As buscas são realizadas com o auxílio de guindastes e escavadeiras, mas também de forma manual em locais onde o uso de máquinas poderia dificultar a localização de possíveis sobreviventes.

Em alguns pontos, os socorristas chegaram a pedir silêncio às pessoas próximas para tentar identificar sinais de pessoas que poderiam estar sob os escombros.

Em Cali, moradores acompanharam com esperança o resgate de vítimas encontradas com vida. Ao mesmo tempo, a estrutura de saúde da cidade enfrenta forte pressão diante da quantidade de pessoas afetadas pela tragédia.

Em Pereira, milhares de moradores ficaram sem suas casas e aguardavam avaliações das autoridades para saber se os imóveis ainda poderiam ser ocupados com segurança.

Quase 100 tremores secundários já haviam sido registrados até o início desta terça-feira, segundo informações reunidas pela Reuters.

Terremoto provoca danos na infraestrutura

O terremoto também provocou impactos significativos na infraestrutura do oeste da Colômbia. Autoridades determinaram o fechamento de seis aeroportos: Quibdó, Pereira, Manizales, Armenia, Cartago e Buenaventura.

Dezenas de rodovias também foram afetadas. Em algumas regiões, principalmente em Chocó, os serviços de energia elétrica, abastecimento de água, telefonia e atendimento de saúde permaneciam prejudicados.

Comunidades indígenas localizadas próximas ao epicentro também enfrentavam dificuldades para acessar serviços básicos.

A governadora de Chocó, Nubia Córdoba, afirmou que a dimensão dos danos materiais ainda não poderia ser calculada.

Ajuda internacional começa a chegar

Governos e organizações internacionais começaram a mobilizar recursos para auxiliar as regiões afetadas pelo terremoto.

Os Estados Unidos anunciaram US$ 15,5 milhões para ações emergenciais, incluindo abrigo, alimentos, proteção e avaliação dos danos.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento informou que disponibilizou US$ 50 milhões para apoiar a reconstrução, caso o governo colombiano solicite os recursos.

Apesar da mobilização, ainda existem áreas com problemas de comunicação e acesso, principalmente nas regiões mais atingidas. Por isso, as autoridades afirmam que a dimensão total da destruição e o número definitivo de vítimas podem levar alguns dias para serem conhecidos.

Com informações Reuters e El País.