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terça-feira, 7 de julho de 2026
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MP diz que Deolane Bezerra escolheu dividir cela por medo e crises de pânico

Um relatório apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) à Justiça afirma que Deolane Bezerra optou por dividir a cela com outra detenta na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista por causa de crises de pânico e do receio de permanecer sozinha durante o período de isolamento na unidade prisional.

O documento integra a manifestação do Ministério Público no julgamento do pedido de prisão domiciliar da advogada e influenciadora, presa há 45 dias. Segundo o órgão, Deolane relatou sofrer de síndrome do pânico e, por esse motivo, recusou a possibilidade de ocupar uma cela individual.

MP diz que decisão foi voluntária

De acordo com o relatório, havia disponibilidade para que Deolane fosse transferida para uma cela individual no Pavilhão Especial da penitenciária. No entanto, a própria influenciadora preferiu permanecer acompanhada por outra presa.

Segundo o Ministério Público, a permanência em cela compartilhada ocorreu de forma voluntária e contou com o consentimento da outra detenta.

O documento ainda destaca que a ala onde Deolane está custodiada possui estrutura que limita o contato com as demais presas da unidade.

Ministério Público rebate argumentos da defesa

Na manifestação enviada à Justiça, o MPSP contestou as alegações apresentadas pela defesa sobre supostas irregularidades na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.

Segundo o órgão, não foram constatados problemas relacionados ao atendimento de saúde, alimentação, higiene ou segurança. O relatório também afirma que não há superlotação, falta de água potável ou infestação de animais peçonhentos na unidade, situações apontadas pela defesa para justificar o pedido de transferência.

Pedido de prisão domiciliar

Com base nas informações reunidas, o Ministério Público pediu que a Justiça negue o habeas corpus apresentado pela defesa, que solicita a concessão de prisão domiciliar ou a transferência da influenciadora para uma Sala de Estado-Maior.

Para o órgão, as condições da unidade prisional são adequadas e não há elementos que justifiquem a substituição da prisão preventiva.

Deolane responde a processo

No fim de junho, Deolane Bezerra tornou-se ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado. Ela também teve o registro de advogada cassado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Segundo as investigações, a influenciadora teria recebido recursos ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, empresa apontada pelas autoridades como operadora financeira em benefício do PCC.

Os investigadores também afirmam ter identificado movimentações financeiras superiores a R$ 27 milhões incompatíveis com a capacidade econômica declarada por Deolane.