O acusado é Giovane Correa Mayer, 21 anos, preso cerca de 24 horas após o crime. Segundo o MPSC, ele responderá por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. A denúncia foi protocolada pelo promotor João Gonçalves de Souza Neto, da 36ª Promotoria de Justiça da Capital, que requereu o envio do caso ao Tribunal do Júri.
Acusação
De acordo com o Ministério Público, o crime foi cometido por “menosprezo à condição de mulher”, com qualificadoras por asfixia e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Em manifestação, a promotoria afirma que o denunciado “tratou a vítima como mero objeto” para satisfazer seu impulso sexual e, em seguida, a matou.
O MPSC relata que Giovane teria se escondido atrás de uma lixeira na trilha, interceptado Catarina enquanto ela seguia para uma aula de natação, aplicado um golpe de imobilização do tipo “mata-leão” e, em seguida, praticado o estupro. A morte teria sido provocada por estrangulamento — com uso de cordão ou cadarço —, causando asfixia.
Ocultação e intenção de matar
A denúncia acrescenta que o corpo foi arrastado pelo suspeito até local de difícil acesso, caracterizando ocultação de cadáver e demonstrando a intenção de assegurar impunidade. Para o promotor, o acusado agiu de forma consciente e voluntária para matar a vítima.
Repercussão e desdobramentos
O caso provocou forte comoção em Florianópolis e motivou protestos por todo o Sul da Ilha e em frente à UFSC, onde Catarina estudava no programa de pós-graduação em Estudos Linguísticos e Literários. Catarina era casada e planejava projetos pessoais com o marido, segundo familiares.
A denúncia tramita sob sigilo. A defesa do acusado foi procurada, e o espaço segue aberto para manifestação.



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